A menina também foi vítima de abuso sexual dentro da própria família

Quatro pessoas da mesma família e um conhecido deles foram presos nesta segunda-feira (3) suspeitas de envolvimento na exploração sexual de uma menina de 13 anos no município de Bonfim, ao Norte de Roraima.

Entre os investigados estão uma irmã da vítima, de 27 anos, presa em Boa Vista, um tio de 39 anos e duas tias de 35 e 34 anos, presos na comunidade indígena Bom Jesus, e um conhecido próximo da família de 49 anos, preso na sede de Bonfim.

A denúncia dos abusos foi feita por uma irmã da vítima, há dois meses. Ela procurou a Polícia Civil para relatar que estava achando estranho o comportamento da menina e que ela estava com alguns problemas de saúde.

De acordo com a delegada titular do Núcleo de Proteção a Crianças e ao Adolescente (NPCA), que coordenou a ação, Jaira Farias, a garota tem um histórico de abuso sexual. No ano de 2017, a própria mãe e o padrasto foram acusados de explorarem sexualmente a menina, com 11 anos à época. A mulher foi presa pela Polícia Civil e condenada pela Justiça a 38 anos de reclusão. O padrasto fugiu de Roraima e há informes que tenha se escondido na Guiana.

Com a prisão da mãe, a guarda da menina ficou com essa irmã que notou o comportamento estranho e denunciou o caso. Todos foram presos em cumprimento a mandado de prisão.

As investigações tiveram início e com a oitiva da garota e outras diligências realizadas, a delegada Jaira solicitou a prisão dos envolvidos.

De acordo com a delegada, o tio de 39 anos é suspeito de trazer homens da Guiana, que faz fronteira com Roraima pelo município de Bonfim, para ter relação sexual com a menina.

Os demais, segundo as investigações e declarações da vítima, viam e sabiam de tudo, mas eram coniventes com a situação.

“As prisões preventivas foram solicitadas de acordo com os relatos da vítima e as investigações ainda vão continuar para que possamos concluir a materialidade do caso”, disse a delegada.

Após serem ouvidos na delegacia, os presos foram encaminhados à Cadeia Pública de Boa Vista, onde permanecerão à disposição da Justiça.

A ação de prisão dos envolvidos foi coordenada pelo NPCA, com apoio tático e operacional do Departamento de Operações Especiais (Dopes) por meio do Grupo de Resposta Tática e de agentes do Plantão Diferenciado da Polícia Civil.

Informações: G1 Roraima