O delegado Paulo Henrique Tomaz Moreira pediu exoneração do cargo de diretor do Departamento de Operações Especiais (Dopes) da Polícia Civil, informou o governo nesta quinta-feira (12).

Ele havia assumido a função no dia 18 de março deste ano após ser nomeado pelo delegado geral da Polícia Civil, Herbert Amorim, conforme consta no Diário Oficial do Estado (DOERR) para chefiar o setor de elite do órgão.

Em abril de 2018, Moreira foi preso pela Polícia Federal durante a operação “Farsa” por envolvimento na morte do policial rodoviário federal Ivo Seixas Rodrigues e afastado do cargo de delegado.

Na segunda (9), a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) emitiu uma nota de repúdio ao Tribunal de Justiça de Roraima alegando demora do poder judiciário nos trâmites do processo.

A Federação também direcionou a nota contra o governo por manter os envolvidos na morte do PRF nos seus respectivos cargos, se referindo ao delegado e a agentes da Polícia Civil.

“Ao manter um dos agentes públicos envolvidos em um assassinato e outros crimes ocupando cargo de relevância, o governo de Roraima aparenta ironizar da dor dos familiares, e agride frontalmente os colegas policiais e profissionais de segurança pública e toda a sociedade”, diz um trecho da nota.

Procurado, o TJRR informou que o processo que tramita na Vara de Entorpecentes e Organização Criminosa, está em segredo de justiça, e por isso está impedido de repassar qualquer informação a respeito do caso.

Já o governo informou que o pedido de exoneração de Paulo Henrique Tomaz Moreira se deu por motivos pessoais e que as acusações de envolvimento na morte do PRF estão sendo apuradas no âmbito administrativo e judicial. Com o desligamento da função, o delegado deve ser lotado em outra unidade policial.

Entenda o caso

O policial rodoviário federal Ivo Seixas Rodrigues foi morto dentro de um hotel no dia 7 de abril de 2018 após reagir a uma abordagem da Polícia Civil em Boa Vista. O agente, segundo a Civil, escoltaria 19 Kg de skunk a um traficante que foi preso durante a ação.

Mas semanas depois a Polícia Federal descartou a participação do PRF com o tráfico de drogas e afirmou que ele havia sido morto por engano.

Com base nas investigações, a PF deflagrou a operação “Farsa” em Boa Vista e Mucajaí com o objetivo de identificar os responsáveis pela morte do agente e desarticular uma organização criminosa envolvida no tráfico interestadual de drogas em Roraima.

Informações – G1 Roraima – Foto Reprodução/Rede Amazônica Roraima

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