Chico Rodrigues, ao centro da imagem, durante visita à sede da empresa Huawei (foto: Reprodução)

O senador Chico Rodrigues (DEM) anunciou, nas redes sociais, que está na China em busca de inovações tecnológicas, principalmente no que diz respeito às telecomunicações. Esse é o quarto destino internacional do parlamentar em menos de um ano. Conforme apurou a reportagem, a comitiva da qual ele faz parte deixou o país no sábado (14).

“Com vistas a intensificar as relações amistosas entre a China e o Brasil, o governo chinês, por meio da Embaixada da República Popular da China, convidou o senador Chico Rodrigues para visitar as cidades de Pequim, Hangzhou e Shangai”, diz publicação na página oficial do senador, no Facebook.

Na programação da viagem feita pelos parlamentares estão visita à sede da empresa Huawei, almoço oferecido pelo escritório do governo de São Paulo e reconhecimento da estrutura do trem-bala.

Além da China, Rodrigues já visitou, somente neste ano, o Canadá, Israel e Cazaquistão. Pelas duas primeiras viagens, o ex-deputado federal custou aos cofres públicos quase R$ 20 mil em diárias, como consta no Portal da Transparência.

Nesta terça-feira (17), a assessoria do político confirmou, no post, que ele, juntamente com a comitiva formada, tem encontro com o vice-ministro do Departamento Internacional do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCCh), senhor Hong.

“À tarde, encontro com autoridades da Assembleia Popular Nacional da República Popular da China”, detalha a publicação, ao acrescentar que estão na comitiva os senadores Irajá Abreu, Rogério Carvalho, Esperidião Amin e Flávio Bolsonaro.

A visita ao país entra em rota de colisão com o discurso feito por Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral do ano passado, que buscava proteger o Brasil das relações comerciais com a China. Uma espécie de resistência aos produtos chineses. Chico é um dos vice-líderes do governo no Senado.

VIAGENS

O Portal da Transparência revelou que as diárias pelas viagens ao Canadá e Israel foram foram pagas sob justificativa de que se tratava de agenda parlamentar oficial. Só para se deslocar ao Canadá Chico custou aos cofres públicos R$ 10 mil (leia mais).

Durante seis dias o senador ficou na cidade de Toronto, para participar de “missão oficial” à convenção anual da Prospectors and Developers Association of Canada – PDAC. O assunto, segundo informações do evento, é a exploração mineração e depósitos minerais.

O segundo destino internacional foi Israel, para acompanhar o presidente Jair Bolsonaro (PSL), com o qual o parlamentar tem estreita relação, inclusive nomeou um sobrinho do chefe do Executivo, que era visto como ‘espião’ do pesselista. A nomeação lhe rendeu críticas. Por Israel, ele recebeu R$ 8,3 mil em diárias.

Informações: Roraima em Tempo