O plenário do Senado aprovou terça-feira (11) a ampliação da pena para o crime de maus-tratos a animais. O senador Telmário Mota (PTB) foi um dos parlamentares que votaram contra a medida, atitude que repercutiu negativamente.

Nas redes sociais, internautas criticaram o comportamento do político e repudiaram atos que atentem contra a integridade física dos animais. Durante a votação, Mota disse que o projeto é desnecessário e o classificou como um absurdo.

Ele argumentou que o projeto não deveria ser aprovado e que há situações mais importantes a serem discutidas, como o desemprego de 13 milhões de pessoas no País. Ainda usando a tribuna, ele desmereceu outros projetos aprovados no Senado que defendem os animais com penas rígidas para quem os maltrata.

Telmário Mota declarou durante o período eleitoral deste ano que considera a rinha de galo uma “coisa natural”. Ele também defende vaquejadas. Em ambas as situações, os animais são machucados brutalmente e, em alguns casos, não resistem aos ferimentos e morrem.

O senador já foi alvo de matérias, inclusive nacionalmente, que apontaram o suposto envolvimento dele com rinhas de galo. Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o petebista acompanhando briga de galos.

Em vídeo publicado em uma rede social, Telmário Mota mudou o discurso em alguns pontos. “Eu não sou a favor de quem maltrata animais ou seres humanos. No entanto, o Código Penal Brasileiro diz que se você maltratar uma criança de 14 anos para baixo, a penalidade é de dois meses a um ano ou multas”, afirmou, ao acrescentar que a penalidade para maus-tratos a animais é maior do que para os feitos a seres humanos.

E continuou. “Isso é insuportável. Como é que você vai penalizar quem maltrata animais mais do que quem maltrata seres humanos? O projeto modifica o Código Penal, foi apensado em um projeto que modifica o Código Civil, então não justifica. O projeto em cinco dias já está em votação, não tramitou nas comissões para audiência pública e o devido debate”, destacou em trecho do vídeo.

MUDANÇAS

A pena prevista para quem maltratar os animais é de três meses a um ano de detenção, além de multa. Com o projeto, a pena agora será de 1 a 4 anos de detenção, com a possibilidade de multa mantida.

A sugestão de pena mais rigorosa foi apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) na semana passada e teve como motivação o caso de um cachorro espancado e morto em um supermercado, em São Paulo.

Informações: Roraima Em Tempo