Uma semana depois de os deputados estaduais terem sido empossados, a única parlamentar eleita que não compareceu à cerimônia na Assembleia Legislativa, Ione Pedroso (SD), ainda não tomou posse. Ione tem até o dia 31 de janeiro para formalizar o ato. O marido dela, José Walace Barbosa da Silva, está foragido desde o último dia 14 de dezembro.

Ione Pedroso cumpre prisão domiciliar, mas pode assumir a função na Casa Legislativa normalmente, tendo em vista que é considerada ficha limpa. A defesa da deputada eleita informou que aguarda o recesso judicial terminar, o que aconteceu ontem (7), para pedir a soltura de Ione.

O esposo dela é suspeito de ser o maior beneficiário do esquema de desvio de recursos da Secretaria Estadual de Educação, quando a Policia Federal deflagrou a Operação Zaragata. O nome de José Walace está incluído no Sistema Nacional de Procurados e Impedidos, o que dificulta uma possível saída do País. O esquema teria desviado R$ 50 milhões do transporte escolar.

José Walace é o dono da empresa Dimond Tours Logística e Transportes Ltda. vencedora de um contrato emergencial para atender rotas do transporte escolar em Roraima. No entanto, investigações feitas por diversos órgãos apontam que o contrato em vigor não cobria as localidades citadas nas cláusulas contratuais. O serviço não era prestado, principalmente, nas áreas indígenas e rurais do Estado.

Conforme os inquéritos policiais, as rotas que a empresa beneficiada com contrato de R$ 78 milhões fazia já haviam sido contempladas por outros contratos de demais terceirizadas. Ou seja, as rotas ficavam sobrepostas. Algumas das localidades, segundo a PF, nem existem no Estado. O contrato foi firmado durante o período eleitoral.

“As rotas já estavam em vigência por outra empresa. Com isso, professores e diretores em conluio com as empesas assinavam os documentos de que as crianças estavam indo para a aula. Eram fichas em branco que já estavam assinadas e carimbadas pelo professor ou diretor e eram entregues aos empresários para serem preenchidas”, reforçou o delegado Anderson Alves Dias, responsável pela Operação.

Durante o esquema de corrupção, os estudantes das comunidades indígenas e zona Rural do Estado ficaram sem o serviço. De acordo com a Secretaria de Educação, só em uma escola aproximadamente 240 alunos perderam o ano letivo e um calendário especial será criado pela secretaria.

OS PRESOS

Foram presas durante a operação a deputada eleita Ione Pedroso, Aline Karla Lira de Oliveira, Tenilles Queiroz Maia, Silvestre Minotto, Dilzomar Batista da Silva, Francisco Eyder Rodrigues de Araújo, Abmael Alves de Queiroz e Thiago Lima Martinez.

Outras duas pessoas que respondiam juridicamente pela empresa não tiveram o nome divulgado também foram presas. Ione Pedroso e Aline Karla tiveram a prisão preventiva revertida em prisão domiciliar.

Informações: Roraima em Tempo

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