Estado é seguido por Tocantins, com 3,3%, Rondônia e Amazonas

O volume do setor de serviços cresceu 4,4% em maio deste ano, em comparação com o mês anterior, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada na sexta-feira (12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Antes disso, o setor havia registrado uma queda de 1,8% na variação de março para abril.

Quando comparado a outros estados do Norte do país, Roraima foi o que mais cresceu no setor em relação ao mês de abril. O estado é seguido por Tocantins, com 3,3%, Rondônia e Amazonas, empatados com O,5%, e pelo Acre que teve um crescimento de 0,3%. Pará e Amapá tiveram uma queda de 0,4% e 1,2% respectivamente.

Segundo dados da pesquisa, na comparação com maio do ano passado o volume de serviços cresceu 4,1%, se manteve estável no acumulado do ano (variação zero) e caiu 2,2% no acumulado de 12 meses. Tocantins lidera o ranking de estados da região Norte que mais cresceram em maio de 2019 em comparação com o mesmo período do ano passado, com 7,3%.

O economista da Federação de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio), Fábio Martinez, explicou que a pesquisa divulgada pelo IBGE não deixa muito claro exatamente quais serviços foram responsáveis pela alta no mês de maio.

“Essa pesquisa a nível de estado, com exceção daqueles que são regiões metropolitanas, não descrimina quais são as atividades e os segmentos que cresceram no período em Roraima, o que acaba impossibilitando uma maior analise para saber quais foram os fatores específicos que fizeram com que esses setores de serviços crescem”, esclareceu.

SETOR ESTÁVEL

O volume de serviços ficou estável em maio (0,0%), na comparação com o mês anterior, após crescer 0,5% em abril. O setor de transportes foi o único a registrar queda no mês, com recuo de 0,6%. Com isso, o setor de serviços está 1,1% abaixo do nível de dezembro de 2018, pressionado pelo transporte terrestre, que está 5,6% distante do patamar do final do ano passado.

Entre as atividades em alta, na comparação com abril, estão serviços de informação e comunicação (1,7%), que assinalam a segunda taxa positiva seguida, outros serviços (2,6%), serviços profissionais, administrativos e complementares (0,7%) e serviços prestados às famílias (0,5%)

Em contrapartida, os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio recuaram 0,6% e foram o único setor a apresentar taxa negativa na área de serviços.

Segundo o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, se levarmos em conta os cinco primeiros meses do ano, os transportes, principalmente o rodoviário, foram um dos principais entraves para o crescimento do setor, que teve três resultados negativos no ano.

“Existe um movimento de aderência entre o setor de transportes e a indústria. Como grande parte da nossa produção é escoada pelas estradas, à medida que a produção industrial não cresce, não há necessidade de contratar o serviço de transporte de cargas”, explica.

Informações: Roraima em Tempo

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