Peças arqueológicas encontradas durante expedição em Roraima — Foto: RCCaleffi/Coordcom/UFRR

Uma expedição descobriu um sítio arqueológico na região do Baixo Rio Branco, onde há 16 comunidades ribeirinhas no Sul de Roraima. A viagem foi coordenada por pesquisadores do programa de pós-graduação em geografia da Universidade Federal de Roraima (UFRR).

O sítio fica em uma comunidade habitada por 12 famílias e foi descoberto quando pesquisadores aplicavam questionário de um levantamento sobre como vivem os ribeirinhos no Baixo Rio Branco.

No local, foram identificadas peças milenares de cerâmicas como vasos decorados com traçados indígenas e até urnas funerárias que podem ajudar a recontar a história de povos que habitavam a região.

A expedição foi feita em maio deste ano e faz parte de um projeto que mapeia como vivem as comunidades na região. Ao longo dos últimos sete meses, os pesquisadores têm compilado os dados do que foi encontrado nos 1.235 km percorridos em seis rios amazônicos.

Para que o material se mantenha preservado, o coordenador da expedição, professor Antônio Veras, preferiu não divulgar o nome da comunidade até que se tenham estudos mais aprofundados na região.

“Uma moradora contou que foi preparar a terra para o plantio e, ao capinar o mato, observou alguma coisa quebrando. Ela cavou e encontrou aquelas cerâmicas antigas. Fizemos uma visita e verificamos que realmente se tratava de um sítio arqueológico, onde se tem vários formatos de cerâmicas, vasos e que existe até um cemitério com urnas”, explicou Veras.

As peças achadas ainda não foram catalogadas. Os pesquisadores acreditam que existem ainda outros sítios no Baixo Rio Branco. Com isso, foi elaborado um projeto que busca apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) para formalizar esses registros.

“Existem em outras comunidades a presença de sítios arqueológicos e isso precisa ser pesquisado, principalmente pela importância de se fazer um ordenamento para que essas peças não sejam alvos de vendas a turistas. É necessário que a população da região seja a protagonista e que tenha a preservação e a proteção desses sítios”, reforçou.

Os pesquisadores querem, ainda, inserir o sítio descoberto no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Informações: G1 Roraima