(Foto: Aldênio Soares/Divulgação)

No começo da tarde de ontem, 12, o corpo de um jovem ainda não identificado com características indígenas foi encontrado por moradores em um terreno baldio localizado na Rua Cabo PM Lawrence Melo, no bairro Caranã, ao lado do prédio do “Programa Viva Comunidade”.

Algumas pessoas afirmaram para a polícia que o rapaz era catador de latinhas e costumava pedir comida nas casas da vizinhança. Quem mora no bairro destacou que o terreno onde o corpo foi encontrado é uma área particular, mas está cheio de galhadas e mato seco. A vegetação alta atrapalha a visibilidade, de modo que o crime ocorreu sem que houvesse testemunhas oculares. Segundo informações, o local também é usado como ponto de consumo de drogas.

Todos os indícios são de que a vítima tenha sido atraída para o terreno e lutado com os criminosos. Três tijolos com marcas de sangue foram encontrados na cena do crime, revelando que podem ter sido usados para matar o rapaz. Dois pares de sandálias também foram achados no local. Há marcas de sangue pelo caminho, por isso a polícia acredita na possibilidade de que o corpo tenha sido arrastado ou a vítima tenha caminhado por alguns metros, antes de cair.

As marcas da violência se concentraram na cabeça, desfigurando o rosto da vítima que teve amassamento do crânio, além de um corte profundo na testa, maxilar e um braço quebrados, no entanto, não há perfuração de arma branca nem de arma de fogo.

A Polícia Militar foi acionada e compareceu ao local, isolando a área até a chegada dos agentes da Delegacia Geral de Homicídios (DGH) e do perito criminal. O rabecão do Instituto de Medicina Legal (IML) removeu o cadáver para ser submetido à necropsia.

Familiares da vítima não compareceram ao local do crime para fazer o reconhecimento ou informar a identidade do rapaz. Conforme o IML, até o fim da tarde de ontem, o corpo continuava sem identificação.

Informações: Folha de Boa Vista

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