Dos 12 condomínios do residencial Vila Jardim, em pelo menos sete a Roraima Energia já cortou o fornecimento de energia elétrica. O motivo seria a falta de pagamento da taxa de iluminação pública referente às lâmpadas que ficam no hall que dá acesso aos pisos superiores, por meio das escadas, e da iluminação externa que, segundo síndicos dos blocos, não existe. O residencial possui 12 condomínios, 187 blocos e 2.992 apartamentos, sendo 16 por cada bloco.

Valmir dos Santos, síndico dos condomínios Ipê Amarelo e Urucum, disse que a Roraima Energia iniciou esta semana o corte de energia, por conta de uma dívida que cada bloco do residencial Vila Jardim possui. “A dívida do bloco Ipe Amarelo é de R$ 31.062 e do Urucum é de 28.038”, informou. Ele disse que já foram na empresa fornecedora de energia, para negociar o débito, mas foram informados que têm que dar uma entrada de 30% do valor total para fazer o parcelamento. “Acontece que não temos de onde tirar esse dinheiro”, ressaltou.

Santos informou que cada condomínio arrecada por mês uma média de R$ 1,2 mil que são investidos para manutenção do prédio. “Como vamos conseguir pagar essa dívida?”, questionou. O síndico comentou que os valores que são pagos por taxa de iluminação pública pelos 187 blocos é de R$ 7.863,35 e pelos 2.992 apartamentos é de R$ 125.813,60, que são descontados na conta da Roraima Energia e repassados à Prefeitura de Boa Vista.

Ele esclareceu que os condomínios que administra, por exemplo, o valor do consumo de energia é de R$ 22, R$ 42,5 de iluminação pública. “Todos nós pagamos ainda esse valor de R$ 42 pela iluminação pública do hall e pela área externa que não existe postes com luminárias. Se os moradores quiserem têm que instalar refletores nas paredes dos seus apartamentos, puxando da energia de seu próprio apartamento. Pagamos por duas taxas de iluminação pública”, contou Santos.

O síndico disse ainda que os blocos acumularam a dívida. “Quando foi feita a entrega do Vila Jardim faltou ser dito aos novos moradores sobre o plano social, que seria uma explicação aos condôminos daquilo que tinha que ser pago pela moradia e regras de como se conviver no coletivo, além de uma afirmação de um processo jurídico de se ter síndicos para arcar com as dívidas de cada condomínio”, explicou.

“Um ano após a entrega dos apartamentos, aqui não tinha síndico. Hoje existe esse cidadão para administrar, só que, quando se constituiu a figura do zelador esse já estava com uma dívida de mais 10 mil reais no CPF [Cadastro de Pessoa Física] e a gente não sabia. Nesse período de 12 meses os condomínios adquiriram dívidas diante da extinta Boa Vista Energia, atual Roraima Energia. Nós pagávamos a conta de luz do apartamento, somente”, disse Santos.

Segundo ele, a antiga gestão estadual ainda chegou a fazer um parcelamento da dívida, dando uma entrada, e o restante ficou para pagamento, o que não aconteceu porque os síndicos não arrecadam suficiente para dar o valor da entrada, que é algo em torno de nove mil reais. “Virou uma bola de neve. E a Roraima Energia entrou em um processo de cobrança e agora está cortando o fornecimento de energia. A maioria dos blocos já está cortada”, ressaltou.

PREFEITURA – Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Economia, Planejamento e Finanças, informou que não tem conhecimento dessa situação, mas irá averiguar junto ao departamento responsável.

RORAIMA ENERGIA – A reportagem entrou em contato com a empresa, mas até o fechamento da matéria não houve resposta.

Informações – Folha de Boa Vista – Foto: Diane Sampaio

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