Que Roraima vive uma crise migratória isso já é realidade para todo roraimense. Vivemos tempos difíceis nos serviços públicos, na segurança, na saúde. Quem mora nos bairros mais “nobres” e não depende dos serviços públicos não sente tanto os prejuízos, mas para o roraimense sofrido, que depende da rede pública para sobreviver, passa por poucas e boas.

Sem uma medida efetiva do Governo Federal no Estado mais pobre do Brasil para diminuir os impactos da chegada de milhares de venezuelanos, a tendência é a situação se agravar ainda mais. De fato, com a chegada da Operação Acolhida, aparenta-se uma ligeira organização, menos pessoas nas ruas. Aquela sensação de invasão na cidade meio que diminuiu. Mas os problemas saíram das ruas e passaram para dentro da rede pública de serviços aos cidadãos.

Boa Vista, a capital, está com os serviços públicos até o “tucupi”. É tanta gente nos postos e no hospital da criança que o poder público não tem dado conta, e olha que os investimentos na saúde foram muitos desde 2013. Imagina se o ápice dessa crise na Venezuela fosse em 2012, quando a capital estava abandonada, sem coleta de lixo doméstico, sem estrutura, sem educação e, é bom lembrar – com a turma da Suely Campos na Prefeitura de Boa Vista.

Esta semana, a prefeita Teresa Surita fez mais um apelo ao Governo Federal – reclassificar Boa Vista para que seja região prioritária, considerada como área de vulnerabilidade social, o que aumentaria o quadro de vagas do programa Mais Médicos. Hoje, segundo a prefeita, Boa Vista precisa de, pelo menos, 20 médicos para atender no Hospital da Criança e nos postos de saúde.

Para o Governo Federal, com toda essa problemática criada pela imigração, Boa Vista está classificada com perfil 3 pelo Ministério da Saúde, que significa menos vulnerável. Para que Boa Vista receba mais médicos para atender a demanda crescente de venezuelanos nas unidades de saúde, é preciso reconsiderar a classificação entre 4 a 8, possibilitando a ampliação no número de médicos.

Foto: Edinaldo Morais

A prefeita de Caracaraí, Socorro Guerra, também fez um apelo nas redes sociais, desabafando sobre os problemas do município relacionados ao aumento da procura dos serviços básicos. “A situação da imigração venezuelana está sem controle em Caracaraí. Compramos mensalmente de 30 a 40 mil reais em remédios e não dá para atender a demanda do município por pelo menos 10 dias. Já estamos no limite, temos hoje em nossa rede escolar algo em torno de aproximadamente 200 crianças venezuelanas”, comentou em um portal de notícias.

Nossa bancada federal, com oito deputados e três senadores, precisa começar a mostrar para que veio. Unir forças, cobrar o Governo Federal que ajude Roraima, principalmente a capital Boa Vista que recebe, apenas no Hospital da Criança, único do Estado, pacientes dos outros 14 municípios, Venezuela, Guiana e Amazonas, seria uma boa iniciativa. É isso que a população de Roraima espera de vocês.

 

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