Os protestos foram convocados via redes sociais

Protestos violentos irromperam em Caracas, capital da Venezuela, nesta segunda-feira, 21, depois que alguns membros das forças armadas realizaram um motim contra o governo do presidente Nicolás Maduro.  E hoje, 22, os conflitos foram intensificados.

Segundo o Ministério da Defesa da Venezuela , um “pequeno grupo” de guardas nacionais roubou um esconderijo de armas e sequestrou quatro policiais de um posto de comando da guarda nacional na manhã de ontem, antes de serem detidos em outro posto.

Horas antes da revolta, o grupo postou um vídeo nas mídias social defendendo a destituição de Maduro e pedindo aos venezuelanos que saíssem às ruas para mostrar apoio à rebelião. “Vocês pediram para sairmos às ruas para defender a Constituição, bem aqui estamos”, diz um militar no vídeo no qual vários homens fortemente armados e um caminhão de guarda nacional podem ser vistos ao fundo.

“Você queria que acendêssemos o pavio, assim o fizemos. Precisamos do seu apoio”, acrescentou. O vídeo provocou a reação dos agentes das Forças Armadas, que bloquearam a unidade militar de Cotiza, no norte de Caracas, onde estava o grupo que aparece no vídeo. Ao todo, 27 militares insurgentes foram detidos.

Os manifestantes pedem a renúncia do ditador Nicolás Maduro

Apenas em 2018, de acordo com levantamento da ONG Control Ciudadano, 180 militares foram presos e 4,3 mil desertaram. Na sequência das prisões de ontem, moradores locais começaram a protestar contra a presidência de Maduro e em apoio aos guardas presos. Eles atearam fogo em carros e arremessaram coquetéis-molotovs contra os agentes do governo. As forças de segurança usaram gás lacrimogêneo para dispersar o tumulto.

Horas depois, Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela, controlado pelo governo, declarou inválida a junta parlamentar da Assembleia Nacional, presidida pelo opositor Juan Guaidó, que declarou a presidência de Maduro ilegítima. A corte também anulou todos os atos aprovados pela Casa desde o dia 05 de janeiro.

Guaidó, autodeclarado presidente interino do país, ignorou a advertência da corte e reiterou seu pedido para que as pessoas tomem as ruas para protestar contra Maduro na quarta-feira (23), uma data histórica comemorativa do fim da ditadura no país. Pela Constituição da Venezuela, a vaga presidencial pode ser preenchida pelo presidente da Assembléia Nacional.

Dezenas de governos estrangeiros se recusaram a reconhecer o segundo mandato de Maduro, alguns inclusive já declararam apoio a Guaidó como presidente interino até que novas eleições possam ser realizadas.

Informações: Exame

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