Luca Borgna comandará a cidade italiana de Albaretto della Torre, no norte do país, com cerca de 200 habitantes

O município de Albaretto della Torre, na região do Piemonte, no norte da Itália, elegeu um prefeito de origem brasileira. Luca Borgna, de 31 anos, governará uma cidade minúscula com cerca de 250 habitantes.

Candidato de uma lista cívica de posição política neutra, Borgna concorreu nas eleições municipais em maio e recebeu 142 votos dos 157 totais – nove eleitores votaram em branco e seis, nulo. Sua candidatura foi apoiada pelo prefeito antecessor, Ivan Borgna. Apesar do mesmo sobrenome, um dos mais comuns no pequeno município, não há relação de parentesco entre Luca e Ivan.

O prefeito eleito nasceu na cidade de Teófilo Otoni, em Minas Gerais, e foi adotado com apenas dois meses de vida por uma família italiana. Quando chegou a Albaretto Torre, era o único brasileiro no meio dos 200 moradores do local. Hoje, há mais três vivendo lá, todos de Minas Gerais – o que elevou a representação do Brasil.

“Ser brasileiro em uma pequena comunidade italiana é algo muito bonito hoje em dia. Há muito respeito, integração e colaboração”, disse Borgna, em entrevista à agência ANSA.

O novo prefeito já visitou o Brasil, sendo a última vez em 2014, quando esteve no Rio de Janeiro, antes da Copa do Mundo. “Acompanho a política no Brasil, mas não tenho um quadro tão completo da situação para poder comentar com precisão e de maneira pontual. Eu desejo ao Brasil um período de máximo desenvolvimento, um crescimento energético e o nascimento de mais grandes pensadores, para que a cultura se desenvolva e se crie bem-estar social a todos”, comentou.

Luca Borgna já atuou como conselheiro e assessor público. É formado em Enologia e trabalha como técnico agrário. Nos seus planos para os próximos cinco anos, estão obras de infraestrutura para tentar melhorar os serviços locais, como acesso à internet. “(Já que) vivemos em uma cidadezinha quase de montanha”, explica.

“Também tenho a ideia de fazer de Albaretto della Torre uma cidade-gêmea brasileira. Seria lindo poder fazer isso com meu município natal.

Informações: Estadão

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