Prevenção às drogas é tema de palestra para integrantes do Dedo Verde

A curiosidade e o acesso fácil levam muitas pessoas a terem o primeiro contato com as drogas ainda na adolescência. Nessa fase importante da vida, o diálogo franco sobre o tema é um dos melhores caminhos para evitar a incidência do problema. Por isso, os educadores sociais do Centro de Referência Especializada de Assistência Social (Creas) levaram o tema “Drogas e Adolescência: Inclusão ou exclusão” para uma palestra com integrantes do programa Dedo Verde, nesta quarta-feira (29).

 
As palestras educativas fazem parte da rotina de atividades do programa, que tem ações focadas na proteção social, defesa de direitos, prevenção de riscos, fortalecimento dos vínculos sociais e familiares. Rafaela Souza, educadora social do Creas, frisou a importância de manter os jovens informados sobre os riscos do consumo de drogas.
 
“O tema foi elaborado na linguagem dos jovens. Lembrando que eles estão na fase em que procuram a inclusão em grupos de amigos, na busca da sua própria identidade e acabam tendo acesso às drogas. Muitos não percebem que se incluem nos grupos de influências e se excluem da vida social com a família, da escola e lazer”, disse Rafaela Souza.
 
De olhos e ouvidos atentos, os adolescentes se mostraram interessados pelo tema. Muitos deles acompanham de perto dramas reais de pessoas que se envolvem com drogas. “Esse assunto drogas é sempre muito delicado de se discutir, principalmente com os jovens. Eu já tive curiosidade, mas nunca experimentei. Conheço uma pessoa que usa e eu sei como é prejudicial para saúde e para a vida social. A droga é fácil de entrar na vida das pessoas, mas é difícil de sair. Eu não quero isso para minha vida”, declarou Pedro Henrique, de 17 anos.
 
O programa atende hoje 100 adolescentes de 14 a 17 anos de idade, com ações educativas e ambientais. Os pais também são peças importantes dentro do programa, por isso, foi criado o projeto “Dialogando com os pais”, que consiste em encontros mensais com psicólogos e assistentes sociais para tratarem de assuntos da adolescência de forma clara e humanizada.
 
“O Dedo Verde vai além de ser um programa ambiental, ele trabalha a questão social. O programa funciona como um tripé que inclui a família, a escola e o programa, criando um sistema de proteção para estes jovens. Sabemos que as drogas estão por toda parte, na esquina de casa, na escola, e eles não tem como fugir desta realidade, mas podem evitar o uso por meio da informação”, disse Karuliny Maia, coordenadora do Dedo Verde.
 
Em breve, o tema drogas será ainda mais difundido com os jovens e adolescentes dos projetos sociais por meio do Programa #TamoJunto, uma parceria da Prefeitura de Boa Vista com o Ministério da Justiça. Além deste, terá ainda outros dois programas a serem implantados na rede: Famílias Fortes, voltado para as famílias atendidas nos Cras, e o Programa Elos, com uma temática voltada às crianças das escolas municipais.
 
Foto: Eduardo Andrade

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