Santa Luzia e Pintolândia recebem mutirão de combate ao Aedes Aegypti

Santa Luzia e Pintolândia recebem mutirão de combate ao Aedes Aegypti. | Foto: Eduardo Andrade

Neste sábado (11), a prefeitura de Boa Vista promoveu mais uma ação de educação em saúde, por meio do mutirão de combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor de várias doenças perigosas como a dengue, chikungunya, zika e febre amarela em áreas urbanas. A prefeita Teresa Surita e cerca de 400 voluntários do município estiveram nos bairros Santa Luzia e Pintolândia.

 
O objetivo foi visitar casas e estabelecimentos comerciais com foco na conscientização dos moradores quanto aos cuidados com os criadouros do mosquito, principalmente nessa época de chuvas e muito calor, temperatura propícia para a proliferação das doenças. A ação foi coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde.
 
Os bairros foram selecionados devido ao aumento no número de casos da dengue, chikungunya e zika. Os locais em Boa Vista com maior notificação de casos são: Senador Hélio Campos, Santa Luzia, Pintolândia, Equatorial, Silvio Leite e Alvorada.
 

Santa Luzia e Pintolândia recebem mutirão de combate ao Aedes Aegypti. | Foto: Eduardo Andrade

Santa Luzia e Pintolândia recebem mutirão de combate ao Aedes Aegypti. | Foto: Eduardo Andrade


 
“Estamos começando com força os mutirões desse ano, que serão constantes, mas é bom lembrar que a maioria dos focos está dentro das casas. Então quero pedir à população que colabore conosco, que não deixe recipientes espalhados pelo quintal que acumule água, não jogue lixo, entulho ou galhadas nas ruas. É muito importante que todos tomem consciência e façam sua parte. Estamos atentos, mas só vamos ter sucesso se a população nos ajudar também”, explicou a prefeita Teresa Surita.
 
Durante a ação, os voluntários distribuíram panfletos com informações sobre a importância de se manter os quintais limpos e sem criadouros, tudo por conta do período de chuvas que está chegando, quando ocorre a maior incidência de casos.
 
O superintendente de vigilância em saúde, Emerson Capistrano, explicou que essa é uma ação paralela ao trabalho que já vem sendo desenvolvido pelos agentes de combate a endemias e pelos agentes comunitários de saúde em campo.
 
“Os agentes fazem as visitas domiciliares diariamente para orientar a população sobre as medidas de prevenção e combate ao mosquito. Essa ação é uma forma de reforçar o trabalho que vem sendo feito. Estamos começando com força para que possamos sensibilizar o maior número de pessoas possíveis, porque é muito importante a colaboração da população”, frisou.
 
Os agentes de endemias também eliminam os criadouros e cumprem cronograma de palestras de educação e saúde nas escolas municipais, estaduais e nas unidades básicas de saúde. Além disso, fazem blitz educativas em pontos estratégicos dos bairros classificados com maior índice de infestação.
 
De acordo com levantamento do Ministério da Saúde, o lixo é o principal criadouro do Aedes Aegypti. Pneus, latas, vidros, garrafas, vasos de flores, pratos de vasos, caixas de água, tonéis, latões, cisternas, piscinas, tampinhas de garrafas, bebedouros de animais, entre outros, são recipientes que podem se tornar criadouros do mosquito.
 
A dona de casa Argentina Costa, de 55 anos, moradora do bairro Pintolândia, recebeu a visita de uma das equipes. Ela conta que sempre tive cuidado para não deixar acumular água no quintal. “Eu gosto muito de plantas, então cuido bem para que não acumule água nos vasos. O meu vizinho teve dengue e vi o quanto foi ruim, então tenho sempre a preocupação de manter o quintal organizado porque tenho muito medo de pegar também”, contou.
 
Quem também recebeu as orientações sobre o Aedes Aegypti, foi a dona de casa Vera Lúcia de 54 anos, moradora da rua Sólon Rodrigues Pessoa, no bairro Santa Luzia. Ela destacou a importância da ação para que as pessoas tenham a consciência que podem ajudar no combate ao mosquito. “Tenho muito cuidado porque há crianças em casa. Deixo as latas sempre de cabeça para baixo, recolho o lixo e mantenho o quintal limpo para evitar que o crie mosquito. Também evito jogar galhadas e entulho na frente da minha casa, pois isso também acumula água e ajuda a criar mais mosquitos”, disse.
 
LIRAa
Os dados do último Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti – LIRAa de janeiro de 2017, classificaram Boa Vista com alto risco para transmissão da dengue, chikungunya ou zika, com um índice de 4,4%. No LIRAa realizado em julho de 2016, o Índice de Infestação Predial (IIP) em Boa Vista foi de 11,8%. Em abril de 2016, Boa Vista tinha apresentado um índice de 0,6%, estando entre as capitais com menor potencial para infestação do Aedes aegypti.
 
Foto: Eduardo Andrade

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