Subfaturamento Bilionário: A Venda de Ativos da Petrobras na Gestão Bolsonaro e o Maior Escândalo de Corrupção da História

Escândalo das Joias - Refinarias subfaturadas

Durante o governo de Jair Bolsonaro, entre janeiro de 2019 e fevereiro de 2022, a Petrobras vendeu 62 ativos no valor total de US$ 33,9 bilhões. Essas transações envolveram diversos setores da empresa, incluindo campos de petróleo, distribuição e transporte de gás, refinarias, termelétricas e eólicas. No entanto, surgem preocupações sobre a possibilidade de que esses ativos tenham sido subfaturados, gerando benefícios escusos para alguns envolvidos.

Evidências de Subfaturamento e Possível Corrupção

Em pelo menos uma das transações, há evidências claras de que houve possível pagamento de propina para vender um ativo da Petrobras abaixo do valor de mercado, com um desconto de até 50%. Dias antes da operação, Bolsonaro recebeu objetos de alto valor de integrantes da família real, como um relógio de mesa cravejado de diamantes, esmeraldas e rubis, além de três esculturas. A venda foi concluída ao custo de US$ 1,6 bilhão, mas auditores da Controladoria-Geral da União (CGU) identificaram que a análise do valor de mercado da refinaria foi feita no momento em que os valores estavam impactados pela pandemia.

Além disso, órgãos reguladores haviam orientado a não vender ativos durante a pandemia, pois os valores seriam abaixo do valor de mercado devido à grave crise econômica gerada pela pandemia. Ignorar essa orientação levanta ainda mais suspeitas sobre a integridade das transações.

Conversão e Comparação com o Escândalo do Petrolão

Para entender a magnitude dos possíveis prejuízos, é necessário converter os valores envolvidos para a moeda local. Considerando a taxa de câmbio média de R$ 5,00 por dólar durante o período em questão, os US$ 33,9 bilhões equivalem a aproximadamente R$ 169,5 bilhões.

Em comparação, o escândalo do Petrolão, que envolveu desvios de US$ 6 bilhões, resultou em um prejuízo de cerca de R$ 30 bilhões, usando a mesma taxa de câmbio. A diferença entre os desvios do Petrolão e os possíveis prejuízos sofridos na venda dos ativos entre 2019 e 2022 é, portanto, de R$ 139,5 bilhões.

Implicações e Consequências

A magnitude dos valores envolvidos e as evidências de subfaturamento levantam sérias preocupações sobre a integridade das transações realizadas durante a gestão Bolsonaro. A possibilidade de que ativos tenham sido vendidos a preços significativamente abaixo do valor de mercado não apenas representa uma perda financeira substancial para a Petrobras, mas também sugere a existência de práticas corruptas que beneficiaram indivíduos específicos.

Além disso, a acusação de que Bolsonaro recebeu joias antes de realizar a transação subfaturada de US$ 1,6 bilhão adiciona uma camada adicional de suspeita e necessidade de investigação. Se comprovadas, essas ações não apenas configuram um grave caso de corrupção.

Conclusão

O levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/subseção FUP) e as evidências apresentadas pelos auditores da CGU indicam a necessidade urgente de uma investigação aprofundada sobre as vendas de ativos da Petrobras durante a gestão Bolsonaro. A comparação com o escândalo do Petrolão destaca a gravidade dos possíveis prejuízos sofridos e a importância de garantir a transparência e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos.

A apuração sobre as joias trará uma nova luz sobre o que pode ter sido o maior desvio causado à Petrobras em toda a sua história. Seguindo o devido processo legal, para que os criminosos não escapem como ocorreu em outros escândalos de corrupção, levará tempo para a conclusão das investigações, mas os indícios são substanciais.

Referências:
https://fup.org.br/desmonte-recorde-bolsonaro-ja-vendeu-62-ativos-da-petrobras/

https://www.cartacapital.com.br/politica/pf-apura-se-ha-relacao-entre-venda-de-refinaria-na-bahia-e-joias-arabes-recebidas-por-bolsonaro/