Será que as cortes superiores têm compromisso contra o desmatamento?

A longa decisão em pautar o julgamento da cassação do governador Denarium, cassado no TRE-RR diversas vezes, responde essa pergunta com um constrangedor NÃO.

O Brasil não é um país sério. Frase famosa atribuída a um ex-presidente da França, Charles de Gaulle, diz muito sobre o comportamento, em especial das autoridades, que se negam a cumprir suas funções. Seja por falta de compromisso ou até, quem sabe, por negociações mais obscuras, o Brasil é um país em que não temos segurança em nada.

Essa falta de compromisso com o que é justo mantém o Brasil como um país marginal, no sentido de estar à margem.

E por que questionamos o compromisso das cortes superiores? Acontece que o TSE é formado por membros do STF e STJ em sua maioria e, se um governador desmatador e inimigo do meio ambiente permanece no cargo mesmo depois de ter três cassações confirmadas pelo MPE, podemos, sim, colocar em dúvida o compromisso desses ilustres juízes com a pauta ambiental, que nada tem a ver com o TSE, mas que tem tudo a ver com as cortes de origem desses magistrados.

Aqui em Roraima, correm boatos de gigantescas somas de dinheiro destinadas a bancas ligadas aos magistrados, mas na última semana surgiu um fato novo ligando interesses de votação em pautas caras ao governo federal em troca desse apoio. A pergunta que fica é: será que o governo federal teria todo esse poder no TSE? E será que tem mesmo muito dinheiro segurando a cassação do Denarium?