Secretarias de Saúde de vários estados relatam há cerca de dois meses que estão com dificuldades para adquirir remédios essenciais para tratamento do coronavírus nas UTIs dos hospitais.

O levantamento indicava que os estoques de remédios como propofol, besilato de artracúrio e de cisatracúrio, hemitartarato de norepinefrina, todas utilizadas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) dos hospitais para os casos mais graves, estavam a poucos dias de acabar em Estados como Acre, Amapá e Roraima.

Os medicamentos são usados, principalmente, para intubação e sedação de pacientes. Se por um lado, falta medicamentos para intubação e sedação, sobra comprimidos de cloroquina e da hidroxicloroquina.

No início de julho, o Ministério da Saúde acumulou mais de 4 milhões de comprimidos de cloroquina e hidroxicloroquina. O medicamento é utilizado contra a malária, lúpus e outras doenças, mas sem eficácia comprovada contra a covid-19.

Os últimos dados sobre os estoques de medicamentos nos Estados foram divulgados na semana passada pelo Conselho Nacional dos Secretários da Saúde (Conass) e são referentes à semana de 12 a 18 de julho.

Estava previsto para a última segunda-feira (27) a atualização desse levantamento.

O ministro da Saúde interino, o general Eduardo Pazuello, garantiu que alternativas estão sendo discutidas, entre elas a aquisição por meio das Opas. Na última semana, Pazuello chegou a afirmar no Paraná que sua pasta ajudaria o Estado em caso de desabastecimento e que, se fosse preciso, se valeria da logística militar para fazer uma entrega emergencial. Desde maio, Pazuello vem sendo alertado sobre o risco de falta dos medicamentos.