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Boa Vista mantém vacinação de jovens de 12 a 17 anos sem comorbidades após recomendação do Ministério da Saúde

Decisão foi tomada em reunião com integrantes do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (COE), nesta quinta-feira, 16

A Prefeitura de Boa Vista informa que vai manter a vacinação de jovens de 12 a 17 anos de idade sem comorbidades mesmo após recomendação do Ministério da Saúde para suspensão.

A decisão foi tomada na tarde desta quinta-feira, 16, em reunião deliberativa por videoconferência pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública de Roraima (COE), constituído por representantes das Secretarias de Saúde de Boa Vista, Estadual, Cosems e Ministério da Saúde.

Ficou definido e pactuado na reunião a continuidade da vacinação dos adolescentes, conforme entendimento em nota informativa entre as instituições integrantes do Centro, levando em consideração que o estado possui doses suficientes para manter a vacinação desse público e que vão aguardar um posicionamento oficial da Anvisa, já que a nota apresentada não é clara e sem sustentação de dados técnicos para a suspensão.

A decisão leva em consideração ainda: A nota da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que aponta, não existir, até o momento, evidências que subsidiem ou demandem alterações nas condições aprovadas para a vacina da Pfizer. E na Nota Conjunta em que Conass e Conasems reforçam a importância da vacinação de adolescentes contra a COVID-19.

E ainda diante da confirmação de presença da variante Delta no estado de Roraima, notificado através do ALERTA EPIDEMIOLÓGICO/DVE/CGVS/SESAU Nº 04/2021, a ampliação do acesso à vacinação contra COVID-19, por meio da operacionalização por faixas etárias com imunizante comprovadamente seguros para administração a partir dos 12 anos de idade é uma estratégia de redução de impacto decorrente das infecções por SARS-CoV-2, evitando o aumento de casos graves e hospitalizações relacionados a COVID-19.

Após discussão com o Comitê onde foram apontadas a ausência de elementos e evidências que subsidiem a interrupção da estratégia, disponibilidade de imunizantes para seguimento da vacinação deste e dos demais grupos prioritários, autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, por meio da Resolução RE nº 2.324, de 10 de junho de 2021, referente ao uso da vacina contra COVID-19 Cominarty (Pfizer/Biontech) em adolescentes a partir de 12 anos de idade no Brasil, ficou definido o seguimento da vacinação deste grupo etário no Estado de Roraima, uma vez que não há evidências científicas que embasem a decisão de interromper a vacinação de adolescentes, com ou sem comorbidades.

Além disso, foi considerada a ausência de reações adversas graves no estado, após a aplicação das doses.

Entenda – O Ministério da Saúde recomendou nesta quinta-feira a suspensão da vacinação nesse público sem comorbidades. A orientação do MS é baseada na recomendação da Câmara Técnica Assessora em Imunização e Doenças Transmissíveis e da Organização Mundial de Saúde, e na investigação de um caso adverso de um adolescente que tomou a vacina Pfizer, em São Paulo, por enquanto ainda não comprovação de que o óbito está ligado ao imunizante.

A prefeitura esclarece que vem realizando a campanha de vacinação contra a Covid-19 baseada no PNO e nas pactuações aprovadas na Comissão Integestores Bipartite – CIB.

Reforça ainda que a vacinação tem sido fundamental no combate à pandemia em todo o país, sendo peça fundamental na queda dos indicadores de novos casos, internações e óbitos.

Antecipação 2º dose – A prefeitura dá continuidade também a antecipação da segunda dose para a população de 12 anos de idade a mais e também a dose de reforço para idosos acima de 70 anos de idade, após seis meses da segunda dose ou dose única e para as pessoas imunossuprimidas, há 28 dias da aplicação da 2ª dose ou dose única, conforme critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Governo gasta mais de R$ 1,5 milhão na compra de tijolos para construir fornalhas

Foto: Dida Sampaio

Sem explicar os motivos, o governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), adquiriu tijolos para a construção de fornalhas por mais de R$ 1,5 milhão. O extrato, sob o número 020/2021, está disponível no Diário Oficial do Estado (DOE) publicado nesta quinta-feira, 16, com data do dia 14. Com a aquisição, a gestão estadual gastará mais de R$ 3 milhões com a obra, levando em consideração compras anteriores.

De acordo com o documento, será empregado R$ 1.512.500,00 na aquisição de tijolos de dois furos de barro queimado, medindo 8 x 12 x 19 cm, a serem utilizados na construção dos fornos e fornalhas, que integram o projeto de produção sustentável de carvão vegetal do Distrito Industrial de Boa Vista.

A compra foi feita por meio de pregão eletrônico e a assinatura foi efetivada no dia 13 deste mês, pelo secretário-adjunto de Planejamento e Desenvolvimento (Seplan), Diego Prandino, e o responsável pela empresa A.H.L Lopes, Augusto Lopes. Conforme pesquisa feita junto à Receita Federal, a companhia está localizada no Distrito Industrial de Boa Vista e tem capital social de R$ 200 mil.

Montante

Além dos mais de R$ 1,5 milhão na compra dos tijolos, o governo do Estado também pretende usar dos cofres públicos quase R$ 1,8 milhão na aquisição de kits de incineradores de fumaça para a produção de carvão vegetal do Distrito Industrial de Boa Vista. As duas licitações juntas somam R$ 3,268.500,00.

O governo divulgou os detalhes do resultado da compra dos kits de incineradores no DOE, publicado na terça-feira, 14, com data do dia 10 de setembro. Conforme o extrato, a empresa contratada foi a Aço e Ferro Roraima Indústria de Ferro Ltda, localizada no bairro Tancredo Neves, zona Oeste de Boa Vista.

Tanto a compra dos tijolos como dos incineradores serão para beneficiar a Secretaria Estadual de Planejamento e Desenvolvimento (Seplan), que tem como titular Emerson Carlos Baú. As publicações não revelam a finalidade de se produzir carvão vegetal para o Estado.

Silêncio

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Comunicação do Governo, para saber qual a finalidade do projeto e aguarda retorno.

Informações: O Poder

Crise Migratória em Roraima: a solução é controlar a fronteira, afirma Romero Jucá

Desde 2017, a crise migratória em Roraima é um desafio. Ela tem sua causa nos problemas sociais, políticos e econômicos da Venezuela. Assim, todos os dias, centenas de venezuelanos vêm para o Brasil. E a maioria fica em Roraima.

A fronteira estava fechada para evitar a covid-19. Mas, foi aberta em junho deste ano. A medida piorou a crise migratória em Roraima. Desde então, mais de 30 mil venezuelanos passaram no posto de triagem da Operação Acolhida, que fica em Pacaraima.

Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), em agosto deste ano, 5.869 mil venezuelanos estavam fora dos abrigos. A OIM mapeou 31 ocupações, além das pessoas em situação de rua. Por outro lado, a Operação Acolhida atende a 7.944 venezuelanos em 14 abrigos em Roraima.

Portanto, os números provam que um país inteiro não cabe dentro de um Estado. O Brasil faz parte de acordos internacionais. Por isso, fechar a fronteira não é viável. Mas, eu defendo o controle na fronteira. E isso é possível!

Crise Migratória em Roraima: Estados devem dizer quantas pessoas podem receber

Para enfrentar o problema, eu pesquisei as experiências de outros países que também passaram por isso. Assim, fiz o projeto de lei 408/2018, que muda a Lei de Migração.

A minha proposta é simples: são os Estados brasileiros que vão dizer, a partir da sua capacidade de serviços públicos, quantas pessoas podem receber e atender com qualidade. Além disso, o meu projeto também diz que os culpados por crimes, serão expulsos do país. Isso traz mais segurança para a população de Roraima.

O meu projeto já está no Senado Federal, porém a Casa ainda não colocou em pauta. Mas, é urgente que isso aconteça. E, antes que os problemas sociais de Roraima e de outros Estados que recebem os venezuelanos, piore.

A solução é controlar a entrada de pessoas dentro do que cada Estado pode receber. Assim, o Brasil vai cumprir o seu dever humanitário, com o planejamento e a qualidade necessária. E, acima de tudo, sem prejudicar os próprios brasileiros.

Romero Jucá

Medicamento que reduz mortalidade em casos de AVC está em falta no HGR

Uma mulher denuncia que o Hospital Geral de Roraima (HGR), o único do estado que atende urgências e emergências no Trauma, está sem o medicamento Alteplase, responsável por reduzir a mortalidade em casos de AVC (Acidente Vascular Cerebral).

O Alteplase é essencial no tratamento da embolia pulmonar (obstrução de artéria do pulmão) aguda maciça e do AVC isquêmico agudo.

“Qualquer um de nós ou parente pode ter um infarto ou AVC, e se estiver em via pública e for levado pro HGR, mesmo que tenha como parar em hospital privado, primeiro vai pro HGR e aí, não tem mais jeito. Porque a medicação tem que ser ministrada com urgência para evitar óbito e sequelas cerebrais”, explicou a mulher, que pediu anonimato

A denúncia foi protocolada nesta quinta-feira (16) no Ministério Público Federal (MPF), no Ministério Publico Estadual (MPE-RR) e na Polícia Federal (PF). Em um trecho, ela reforça a importância do Alteplase.

“No Brasil, a grande maioria do serviço de emergência não possui centros de hemodinâmica e nem capacidade rápida de transferência (assim como o Hospital Geral de Roraima), portanto, a trombólise farmacológica se faz a terapêutica habitual. É efetivo nas primeiras 12 horas do início dos sintomas (especialmente nas primeiras 3 horas). A medicação reduz mortalidade e as complicações da doença”, escreveu.

Outro lado – Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) diz que o medicamento falta em todo o país e que, apesar disso, o Governo de Roraima tenta solucionar o problema, inclusive com o uso de um remédio substituto. A pasta esclarece, embora não tenha conseguido adquirir o Alteplase, tenta efetuar a compra direta por requerimento administrativo, e por dispensa de licitação em andamento.

Informações: Folha de Boa Vista

Em 2021, Telmário gastou R$ 333 mil do cotão; aluguel de caminhonete custou R$ 144 mil

A despesa mais elevada foi referente às atividades de locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis, o qual foram comprometidos R$ 148.670,58 - Foto: Agência Senado

O senador Telmário Mota (PROS), que deve tentar a reeleição em 2022, foi o campeão de gastos entre os representantes de Roraima no Senado Federal no primeiro semestre desse ano. O político usou R$ 333.040,97 da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, o famoso ‘cotão’, com serviços de aluguel de imóveis, propaganda, transporte, hospedagem, passagens e outros.

A informação consta no Portal da Transparência do Senado Federal. A reportagem fez o levantamento nesta sexta-feira, 17. A despesa mais elevada foi referente às atividades de locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis, o qual foram comprometidos R$ 148.670,58. Em maio, foram desembolsados R$ 24.011,66, em março R$ 23.269,28, em janeiro R$ 23.034,79 e em abril R$ 22.942,00.

O site mostra que mais de R$ 25 mil foram depositados à empresa roraimense Kotinski e Cia Ltda, que tem como atividade econômica principal, o comércio varejista de combustíveis para veículos automotores, e capital social de R$ 1.050.000,00. A publicação também revela que mais de R$ 800 foram usados em uma churrascaria localizada na zona nobre de Boa Vista.

Aluguel carro

Do valor total de gastos em oito meses, R$ 144 mil está relacionado ao aluguel de um veículo em nome de uma pessoa física chamada Daura de Oliveira Paiva. A cada 30 dias é realizado o depósito de R$ 18 mil pelo serviço. O montante destinado corresponde a mais de 90% da quantidade desembolsada para quatro serviços distintos.

Mais gastos

Há ainda despesas com divulgação da atividade parlamentar, sendo um total de R$ 99.437,60. Janeiro foi o mês que mais teve gasto expressivo, R$ 28.300,00, seguido por agosto, com R$ 23.957,60, sendo mais de R$ 14 mil para uma emissora de televisão local, com sede no Amazonas, e março R$ 19.380,00, sendo R$ 10 mil destinados a mesma emissora, a qual recebeu um montante de R$ 24.737,60.

Com passagens aéreas, aquáticas e terrestres nacionais, Telmário Mota desembolsou do ‘cotão’ R$ 48.681,89. Junho e julho foram os meses que ele mais gastou, os dois juntos somam a quantia de R$ 17.603,02. A publicação revela que todos os bilhetes foram comprados na empresa Continental Viagens.

Já com aluguel de imóveis para escritório político, ele deu uma despesa de R$ 34.488,06 aos cofres públicos. Os meses de março e abril registraram R$ 4.733,48 e R$ 4.927,33, respectivamente. Quanto à aquisição de material de consumo, o senador de Roraima usou R$ 1.762,84 da cota parlamentar.

Informações: Portal O Poder

Romano diz que conhece um dos envolvidos há mais de 20 anos

omano do Anjos foi sequestrado em outubro de 2020

O jornalista Romano dos Anjos, que foi vítima junto com a esposa no ano passado de um sequestro e tortura, revelou que conhece um dos envolvidos há 23 anos. Os nomes dos envolvidos vieram à tona na manhã desta quinta-feira, 16, durante a Operação Pulitzer, quando foram cumpridos seis mandados de prisão e 14 de busca e apreensão.

Ao relembrar o dia do crime, Romano diz ter notado durante a ação, que se tratavam de policiais.

“O que eu percebi na época eram técnicas policiais, a utilização de alguns termos durante a conversa entre eles, além da forma como eles falavam em rádios comunicadores, e isso me chamou a atenção com relação a isso”, informou.

O jornalista disse que acredita que os presos durante a operação participaram diretamente de seu sequestro, e que nenhum deles teria motivação pessoal para cometer o crime.

“Conhecendo os nomes e conhecendo alguns, e entre eles, tem um que eu conheço há 23 anos, nenhum tem motivo pessoal para fazer nada contra mim. Tenho certeza que a motivação foi política devido às denúncias que eu estava fazendo diariamente no período do ocorrido. A população criou um confiança muito grande no meu trabalho e então recebi muitas denúncias e dava voz a isso, então eu creio que a motivação foi política”, acrescentou.

Sobre o mandante do sequestro, Romano acredita que esse será o próximo passo do Ministério Público.

“O Ministério Público dá sempre um passo muito seguro, para depois dar o outro, acho que isso pode ter sido o primeiro passo até chegar ao mandante”, completou.

A OPERAÇÃO – A Operação Pulitzer, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Roraima (MPRR) com o apoio das polícias Civil e Militar, cumpriu na manhã desta quinta-feira, 16, sete mandados de prisão e 14 de busca e apreensão nos bairros Aparecida e Cidade Satélite, em Boa Vista.

A ação mira seis policiais militares, sendo três coronéis e um major da PM, acusados de envolvimento no sequestro e na tortura do jornalista Romano dos Anjos. O carro dele, inclusive, foi incendiado. O crime aconteceu no ano passado.

Os mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Roraima, que decretou sigilo absoluto das investigações.

A operação, que leva o nome de uma das maiores premiações do jornalismo mundial, o Prêmio Pulitzer, mobilizou cerca de 100 agentes públicos, dentre policiais militares, civis, além de membros e servidores do MPRR.

Informações: Folha de Boa Vista

Drenagem no Cauamé resolve alagamento

“Quando eu vi as máquinas aqui, fiquei muito feliz. Então, eu acredito que vai melhorar", disse a moradora Maria Galdino

Durante 17 anos, Maria Galdino viu o bairro onde vive ficar alagado com as chuvas mais fortes. Contudo, agora ela olha com ansiedade para a obra de drenagem no Cauamé que vai resolver definitivamente o problema.

“Quando chovia, aqui ficava cheio de água. Em 2011, eu tive que sair de casa. Quando eu acordei a água tinha inundando tudo. E a gente reclamava muito porque queria a solução do problema”.

Maria vive na área de um dos pontos críticos de alagamento que ainda existem em Boa Vista. No entanto, a realidade dela e dos seus vizinhos vai mudar com a obra de drenagem no Cauamé.

“Quando eu vi as máquinas aqui, fiquei muito feliz. Então, eu acredito que vai melhorar. E não só pra mim, mas para todos os meus vizinhos, com certeza”.

Drenagem no Cauamé: serviço completo com recursos de Romero Jucá

A obra de drenagem no Cauamé atende a rua Nicarágua bem como as Travessas Nicarágua I e II. No total, a Prefeitura de Boa Vista está fazendo 530m de drenagem; 300m de asfalto e mais 800m de urbanização com calçadas.

No entanto, para fazer a obra, o município conta com o apoio de Romero Jucá. Antes de deixar o Senado Federal, ele trouxe os recursos que atendem a drenagem no Cauamé e, da mesma forma, outras obras realizadas em Boa Vista.

“Mesmo sem mandato, eu sigo liberando os recursos que consegui para os municípios. Assim, continuo ajudando a Prefeitura de Boa Vista e as outras prefeituras do interior com obras que geram empregos e acima de tudo, melhoram a vida das pessoas”, disse o ex-senador.

Nos últimos oito anos, a parceria de trabalho entre Romero Jucá e a ex-prefeita Teresa Surita acabou com 49 pontos críticos de alagamento. Da mesma forma, o prefeito Arthur Henrique eliminou mais nove pontos críticos com os recursos do ex-senador. E o trabalho continua.

Obras geram empregos em Boa Vista

Atualmente, mais de 20 obras estão em andamento na Zona Oeste de Boa Vista

Os recursos federais que viram obras em Boa Vista também geram empregos. Na drenagem no Cauamé, por exemplo, são mais de 15 pessoas trabalhando.

O coordenador da equipe Antônio Diniz é um deles. Há sete anos ele trabalha na mesma empresa e sempre está ocupado com obras feitas em Boa Vista.

“Eu já trabalhei em obras no bairro Senador Hélio Campos, no Jardim Tropical, do Pérola até o Parque Caçari. Eu tenho orgulho de passar nos lugares que já trabalhei e dizer que foi a gente que fez. E que hoje, tá bonito com asfalto, calçada, meio-fio. Ou seja, no ponto do pessoal andar”.

Atualmente, mais de 20 obras estão em andamento na Zona Oeste de Boa Vista. E todas elas são resultado dos recursos que Romero Jucá trouxe para a capital.

“A gente fica muito feliz quando sabe que vai ter mais obras. Porque isso é serviço para a empresa e trabalho para a gente. Então, é com esse trabalho que eu sustento a minha família”, disse Antônio.

CASO ROMANO DOS ANJOS – PMs presos tinham cargos na Assembleia com salários de até R$ 11 mil

Assembleia pagava até R$ 11 mil de salário para um dos investigados – Foto: Divulgação

Quatro dos seis policiais militares presos na Operação Pulitzer estavam lotados na Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) no mês de outubro de 2020, quando ocorreu o sequestro do jornalista Romano dos Anjos.

Paulo Cezar de Lima Gomes, tenenete-coronel aposentado, estava no cargo de subchefe do gabinete militar. O salário da função é de R$ 11,3 mil.

Naquele mês, eles receberam da Casa pelo desempenho da função militar:

  • Clóvis Romero Magalhães Souza (R$ 4,3 mil)
  • Gregory Thomaz Brashe Júnior (R$ 4,3 mil)
  • Nadson José Carvalho Nunes (R$ 1,3 mil)

O major Vilson Carlos Pereira Araújo e o soldado Thiago de Oliveira Cavalcante Teles não aparecem na folha de pagamento. As informações constam no Portal da Transparência da Assembleia.

A reportagem tenta contato com a defesa dos suspeitos presos, e pediu manifestação da Assembleia.

De função militar a presos

Os militares são cedidos para a Assembleia Legislativa para proteção pessoal dos deputados, de acordo com decreto do governo.

Assim que assumiu a gestão, o governador Antonio Denarium (sem partido) retirou alguns dos militares da Casa.

Contudo, meses depois, houve a nomeação de todos eles novamente. À época, o parlamentar Jalser Renier (SD) era o presidente do Legislativo.

O crime ocorreu no dia 26 de outubro do ano passado. O Portal da Transparência revela que os quatro suspeitos desempenhavam as funções na Casa.

Alguns deles, por exemplo, receberam honrarias depois do crime. Nadson José Carvalho Nunes recebeu da Câmara de Boa Vista uma medalha de honra ao mérito em novembro de 2020.

Perfil dos suspeitos presos

Paulo Cezar de Lima Gomes, atualmente aposentando como tenente-coronel, foi colocado à disposição da Assembleia Legislativa em 2014. Naquele ano, Jalser Renier (SD) era presidente da Casa.

Paulo se intitula especialista em Segurança Pública, “com vasta experiência na área de Defesa”. Ele entrou na PM nos anos 90. Em 2019, recebeu uma homenagem de Jalser Renier por ter ido para a reserva.

Já Clóvis foi promovido de sargento para subtenente no ano passado. O documento está assinado pelo governador, com validade a partir de julho.

O nome de Clóvis também aparece como suspeito de violência doméstica no Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), no ano de 2011.

Clóvis foi nomeado para o quadro militar da Assembleia Legislativa em janeiro deste ano, quatro dias antes do presidente Jalser Renier (SD) cair do cargo.

Logo depois, em março deste ano, ele foi exonerado do cargo pelo atual presidente do Parlamento, deputado Soldado Sampaio (PC do B).

Técnicas

Vilson Carlos Pereira Araújo foi comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Polícia Militar, logo no início do governo de Denarium, e está entre os presos.

Anteriormente, ele chegou a ser contratado para ensinar Técnicas de Abordagens Policias aos militares. Durante depoimento à Polícia Civil, o jornalista disse que os sequestradores usaram técnicas policiais de imobilização.

Luciano Benedito Valério era lotado na Seção de Inteligência e Segurança Orgânica da Assembleia. O salário pago a ele era de R$ 3,2 mil.

Um benefício concedido ao agora ex-funcionário era de não precisar bater o ponto eletrônico na Casa. Ele foi exonerado no dia 1º de fevereiro deste ano, depois que Sampaio assumiu.

Luciano Valério aparece ainda em uma lista de detetives particulares em Roraima.

Todos os presos foram levados para o Comando de Policiamento da Capital (CPC).

Gregory Thomaz Brash Júnior é sargento. Nas redes sociais, Gregory mostra aproximação com Jalser. Uma foto, por exemplo, tece elogios ao deputado.

“Meu grande parceiro, líder e amigo Jalser Renier, tenha um ótimo dia, feliz aniversário!!! Deus te abençoe hj e sempre amigo” (sic), publicou.

Informações: Roraima em Tempo

Denarium cria três secretarias extraordinárias e engorda despesas do Estado

Essas secretarias na verdade servem apenas para enfileirar indicações de aliados políticos, sobretudo em época de eleição

Banidas por ele próprio logo que assumiu o governo em janeiro de 2019, o governador Antonio Denarium (PP) engordou as despesas do Estado com a criação, por decreto, de Secretarias Extraordinárias: três de uma só vez.

Ele criou a Secretaria de Estado Extraordinária de Promoção, Desenvolvimento e Inclusão Social – SEEDIS, com a finalidade de coordenar e operacionalizar políticas públicas de responsabilidade social, desenvolvimento humano, cidadania e inclusão social, além da promoção, defesa e garantia dos direitos humanos.

São atribuições e competências que já existem, da Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes), atualmente ocupada por uma cunhada do governador.

Denarium instituiu também Secretaria de Estado Extraordinária de Relações Federativas – SEERF com a finalidade de assistir ao governador na articulação com os demais entes da Federação para o desenvolvimento de políticas comuns, assessorar, em conjunto com as Secretarias de Estado, nas relações com autoridades governamentais, parlamentares, partidos e lideranças políticas, viabilizar a celebração de parcerias entre instituições públicas e a iniciativa privada, para efetivação de programas e projetos de interesse de Roraima, inclusive com a captação e efetivação de recursos a serem aplicados ao atendimento das necessidades do povo roraimense.

Essas funções em tese são da Secretaria de Articulação Municipal, atualmente ocupada pelo ex-deputado Luciano Castro.

O governador criou também a Secretaria de Estado Extraordinária de Governo Digital – SEEGD, com a finalidade de desburocratizar, modernizar, fortalecer e simplificar a relação do poder público com a sociedade, mediante serviços digitais, acessíveis inclusive por dispositivos móveis, disponibilizado em plataforma única do acesso às informações e aos serviços públicos, observadas as restrições legalmente previstas e sem prejuízo, quando indispensável, da prestação de caráter presencial.

Ressalta no seu parágrafo 1º que a prestação digital dos serviços públicos deverá ocorrer por meio de tecnologias de amplo acesso pela população, inclusive pela de baixa renda ou residente em áreas rurais e isoladas, sem prejuízo do direito do cidadão a atendimento presencial.

Essas secretarias na verdade servem apenas para enfileirar indicações de aliados políticos, sobretudo em época de eleição. Foram muito usadas na gestão de Suely Campos para abrigar apaniguados e amigos.

Não por acaso a vida útil dessas secretarias criadas por Denarium coincide exatamente com o período pré-eleitoral que começa no próximo mês de outubro e estende-se a outubro de ano que vem. Elas terão apenas 12 meses de vida, conforme o decreto publicado no Diário Oficial do Estado, edição N°: 4043, do último dia 14 deste mês.

Secretarias Extraordinárias são organismos improdutivos que só servem a um fim: político-eleitoreiro. Nos decretos o Governo não especifica a quantidade de servidores que cada uma terá nem seu orçamento financeiro.

Diz apenas que os cargos serão alocados do Anexo Único da Lei nº 641, de 11 de março de 2008. Art. E que o regimento interno de cada uma definirá o detalhamento das atividades será aprovado por ato do Chefe do Poder Executivo (no caso ele, Denarium) no prazo de 90 dias, contados da data da publicação deste Decreto.

Informações: Blog do Perônico

Investigados pelo sequestro de Romano dos Anjos são alvos de operação em Boa Vista

omano do Anjos foi sequestrado em outubro de 2020

Investigados pelo sequestro do jornalista Romano do Anjos são alvos de uma operação do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na manhã desta quinta-feira (16), em Boa Vista. O crime foi em outubro de 2020.

São cumpridos sete mandados de prisão – seis contras policiais militares, entre eles, um coronel e um major, e 14 ordens de busca e apreensão expedidos pela Justiça. O Gaeco é um órgão interno do Ministério Público de Roraima (MPRR).

Romano dos Anjos foi sequestrado na noite do dia 27 de outubro de 2020. Ele estava em casa com a esposa, que também é jornalista, quando quando três homens armados e encapuzados entraram no imóvel. Ele foi amarrado e levado no próprio carro. Cerca de uma hora depois o veículo foi encontrado incendiado.

O jornalista foi encontrado vivo na manhã do dia seguinte com os braços quebrados e lesões nas pernas. Romano dos Anjos é apresentador da TV Imperial, afiliada à Rede Record em Roraima.

Em depoimento à época, Romano relatou à Polícia Civil que os sequestradores usaram técnicas policiais para render ele e a esposa. Além disso, conforme o documento que a Rede Amazônica teve acesso, o jornalista relatou que os suspeitos usaram radicomunicadores e usaram expressões policiais.

A operação contra os investigados também tem a participação da Polícia Civil e Polícia Militar.

Gaeco cumpre sete mandados de prisão, seis contras policiais militares, entre eles, um coronel e um major

Os mandados de prisão são contra:

  • Paulo Cesar de Lima Gomes – coronel da PM (aposentado)
  • Vilson Carlos Pereira Araújo – major da PM
  • Nadson José Carvalho Nunes – subtenente da PM
  • Clóvis Romero Magalhães Souza – subtenente da PM
  • Gregory Thomaz Brashe Júnior – sargento da PM
  • Thiago de Oliveira Cavalcante Teles – soldado da PM
  • Luciano Benedito Valério – ex-servidor da Assembleia Legislativa

Relembre o sequestro do jornalista

O sequestro do jornalista Romano dos Anjos, de 40 anos, ocorreu na noite do dia 26 de outubro. Ele foi levado de casa no próprio carro. O veículo foi encontrado pela polícia queimado cerca de uma hora depois.

Ele teve as mãos e pés amarrados com fita e foi encapuzado pelos suspeitos. Romano passou a noite em uma área de pasto e dormiu próximo a uma árvore na região do Bom Intento, zona Rural de Boa Vista. Na manhã do dia 27, ele começou a andar e foi encontrado por um funcionário da Roraima Energia.

O delegado Herbert Amorim, que conversou com o jornalista no trajeto do local onde foi encontrado até o Hospital Geral de Roraima (HGR), disse que depois de ter sido abandonado pelos bandidos, Romano conseguiu tirar a venda dos olhos com o braço e soltar os pés.

No HGR, ele relatou aos médicos ter sido bastante agredido com pedaços de pau.

No dia, a Polícia Civil afirmou, em coletiva à imprensa, que ele poderia ter sido vítima de integrantes de facção. No entanto, a polícia não descartou outras linhas de investigação, como motivação política ou por Romano trabalhar como jornalista de um programa policial.

Quatro dias após o sequestro, o governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), foi até a Polícia Federal pedir que a instituição investigasse o crime, afirmando que o jornalista havia citado ele e um senador no depoimento à Polícia Civil.

No dia 28 de janeiro a Polícia Federal em Roraima divulgou nota à imprensa o pedido para instauração de inquérito “foi indeferido, não se verificando elementos que subsidiassem eventual atribuição da Polícia Federal no caso.”

O sequestro era investigado pela Polícia Civil numa força-tarefa, que prorrogou o trabalho por ao menos três vezes. O inquérito corria em segredo de Justiça.

Informações: G1 Roraima

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