É normal que um comandante não exponha a iminente derrota total para seus comandados, assim como também é comum que ele não fuja do campo de batalha; afinal, no geral, os exércitos seguem alguém por considerá-lo forte.
Mas, às vezes, existem comandantes de verdade que, para proteger a vida e o futuro de seus liderados, capitulam e se rendem como ato de nobreza e salvaguarda de seus seguidores.
Nicolás Maduro ouviu ameaças claras dos EUA, mas estava cego demais para acreditar no óbvio. Em Roraima acontece algo semelhante com Arthur Henrique. A derrota no STF não tem solução, por se tratar de uma questão que afronta a lei maior, a Constituição Federal.
Independentemente de alguns TREs terem realizado eleições com desincompatibilização em 24 horas, provavelmente o fizeram porque, nesses casos, a situação era abrupta e inesperada. Não podemos dizer o mesmo de Roraima, onde a possibilidade de uma eleição suplementar se arrastava desde 2024.
Mas o que eles têm em comum? A cegueira e a soberba de acreditar que existe alguma saída para a situação em que se meteram.
Arthur rompeu com todo mundo. Até seu marqueteiro viajou na ideia de que a eleição era uma barbada. Mas a realidade se baseava na experiência de Denarium, que conseguiu, com artimanhas, permanecer no poder manipulando o TSE. Já no caso de Arthur, a questão era mais emergencial e impossível de sustentar. Por isso não levou sequer 15 dias para que sua candidatura fosse impugnada.
A tal liminar que ele diz que vai conseguir é impossível, já que o mérito do caso será julgado entre os dias 12 e 19 de junho, e nenhum tribunal tem poder para contrariar uma decisão do STF.
Sendo assim, Arthur Henrique deveria estar pensando em sua candidatura ao Senado, e não em gastar o pouco tempo que tem iludindo seus pobres soldados com falsas esperanças de que ainda pode virar o jogo.
O futuro de todos os que acreditaram que ele poderia “chutar o balde” de toda a classe política de Roraima está em jogo, e ele não se importa, afinal, a soberba o deixa cego.
A eleição suplementar vai acontecer, e Arthur Henrique não estará nas urnas porque não pode participar, em cumprimento à lei, e não porque um “ministro comunista” o impediu. E o resultado, nesse caso, é o mesmo para aqueles que acreditaram nas promessas megalomaníacas do mais ardiloso, porém pouca prática, político que Roraima já produziu.





























