Uma carta do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, trouxe um trecho que merece atenção dos brasileiros.
Nela, Rubio agradece a Flávio Bolsonaro pela “generosa oferta de colocar uma equipe de transição à nossa disposição, caso você seja eleito.”
Se essa carta é autêntica, a pergunta é inevitável: por que um político brasileiro ofereceria uma equipe de transição ao governo dos Estados Unidos?
Uma equipe de transição existe para preparar um novo governo do Brasil, defendendo os interesses do povo brasileiro. Não para ficar à disposição de uma potência estrangeira.
O documento não explica qual seria o papel dessa equipe, mas a redação é forte o suficiente para levantar sérias dúvidas sobre o alcance da proposta e sobre o grau de alinhamento político com Washington.
Flávio Bolsonaro e seu partido PL têm o dever de esclarecer exatamente o que foi oferecido aos americanos. Em um tema que envolve soberania nacional, transparência não é favor: é obrigação.
Quando um representante político brasileiro é agradecido por colocar uma equipe de transição à disposição de outro governo, o mínimo que a sociedade pode exigir são explicações claras. Afinal, a transição de um governo brasileiro deve servir ao Brasil — e somente ao Brasil.
Entregar a terceiros parece ser uma postura comum entre os membros do PL. Aqui o Arthur entregou Boa Vista a um cara de fora sem se importar com ofuturo da nossa capital.





























