Arthur e Nicoletti. Dois pesos, duas medidas quando o assunto é TRE.

Em 2024, Nicoletti criou uma estratégia que culminou no adiamento sistemático da candidatura de Catarina Guerra, o que prejudicou fortemente sua capacidade competitiva.

Naquela ocasião, quem levantou as irregularidades daquela candidatura fomos nós, aqui do BoaVistaJá.com.

Naquele momento, a federação dos partidos de esquerda pediu a impugnação da candidatura de Catarina Guerra, e o Ministério Público Eleitoral reproduziu o pedido em forma de parecer, sem mudar uma letra da petição.

Arthur Henrique era do MDB, e a ajuda da esquerda garantiu sua vitória.

Hoje, Arthur Henrique e Nicoletti estão novamente jogando juntos, mas agora estão na posição em que Catarina Guerra esteve e não querem que a legislação — e, neste caso, a Constituição Federal — seja cumprida. Passaram a chamar a reparação da decisão de autoritária e contra a lei.

A única verdade aqui é que a ilegalidade foi corrigida, e Arthur não será habilitado. E, mesmo que, em um movimento de descumprimento da decisão do STF, o TRE-RR conceda liminar para Arthur concorrer sub judice, o STF poderá cassar imediatamente uma eventual decisão do TRE-RR.

Nosso estado se acostumou tanto a ser periférico e a ter a percepção de que ninguém presta atenção no que acontece aqui, que, em Roraima, vaca sobe em árvore quando o assunto é lei.

E pior: muitos acabam defendendo abertamente o descumprimento da lei por conveniência.

O certo é que Arthur Henrique não será candidato na suplementar e deveria estar se preparando para a eleição de outubro ao Senado, pois, para o governo, ele só teria alguma chance nesta eleição.