SEM DINHEIRO, SEM PALANQUE E COM O POVO

Foram poucos — ou, quem sabe, nenhum — os políticos de Roraima que acreditaram na vitória de Teresa para o Senado. Afinal, uma campanha para senador é majoritária e, em geral, fica atrelada à candidatura de um governador, ou seja, a um palanque.

Teresa não teve palanque e não tinha dinheiro. Afinal, ela realiza seus mandatos atendendo integralmente às necessidades do povo e, com isso, não faz caixa 2 para campanhas futuras.

Quando ocorreu uma ruptura com quem seria seu apoiador, Teresa ficou sozinha. Até mesmo o governador Sampaio preferiu fechar com Helena.

Diante da realidade de que não haveria palanque, os políticos de Roraima profetizaram que ela poderia até ter intenção, mas não teria votos.

Ledo engano.

Ainda existem pessoas que acreditam no trabalho e no amor pelo estado, e foram essas pessoas que garantiram a vitória.

De fato, apenas 1/5 (um quinto) dos eleitores votou em quem não tinha dinheiro. E, claro, não estamos afirmando que alguém comprou votos, mas ter panfletos, bandeiras e executar ações por todo o estado custa muito caro.

20% podem parecer pouco, mas esse resultado traz alento, pois o prognóstico era de que somente o dinheiro e a compra de votos seriam capazes de levar alguém a assumir um cargo público.

Houve esforço de todos os campos para tirar Teresa do Senado, mas o povo não permitiu.

A vontade do povo prevaleceu.

Roraima terá uma chance com Teresa no Senado.