A proporção de domicílios de Roraima que recebeu algum auxílio emergencial relacionado à pandemia passou de 47,1% em maio para 51,1% em julho, com valor médio do benefício em R$ 898 por domicílio.

De acordo com dados atualizados da pesquisa Pnad-Covid, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) o percentual de domicílios recebendo o auxílio aumentou em todas as regiões do país.

As regiões Norte e Nordeste foram as que apresentaram os maiores percentuais, com 60,6% e 59,6%, respectivamente.

Bancos não podem quitar dívidas de clientes com benefício

O auxílio Emergencial foi criado para ajudar as pessoas que não estão conseguindo trabalhar e pagar suas despesas básicas, como alimentação e saúde. Neste caso, o banco não pode quitar dívidas anteriores que o cliente já possuía em sua conta bancária.

Segundo o advogado Jhosefi Lima, os bancos não podem descontar do auxílio emergencial as eventuais dívidas que o cliente tenha com a instituição. Ele explica que o Governo Federal fez acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para que os R$ 600 sejam integralmente pagos ao trabalhador informal.

“Os roraimenses precisam do dinheiro para sobreviver neste momento de crise do coronavírus. Fui procurado por um senhor que teve seu auxílio emergencial penhorado em processo de execução que corre no estado de Rondônia (esse senhor morava em Rondônia no passado, e hoje está morando em Roraima). Desse modo, realizei o pedido de desbloqueio os valores, tendo em vista que são impenhoráveis, tendo a juíza acatado o pedido e determinado o desbloqueio na data de ontem” explicou o advogado.

Informações e foto: Folha de Boa Vista