Hidrelétrica do Bem Querer custaria R$ 5 bilhões, diz estudo

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A Usina de Bem Querer tem previsão de ser implantada no Rio Branco em Caracaraí, localizado na região sul do estado (foto: Divulgação)
A Usina de Bem Querer tem previsão de ser implantada no Rio Branco em Caracaraí, localizado na região sul do estado (foto: Divulgação)

Depois de seis anos sem realização de nenhum leilão para oferta de grandes hidrelétricas na região amazônica, o presidente Jair Bolsonaro decidiu que é hora de retomar a construção dessas grandes usinas na região. O plano veio à tona durante a divulgação de um pacote de novas privatizações, concessões e leilões que o governo pretende fazer nos próximos anos. Na lista dos empreendimentos que o governo pretende oferecer na área de energia está a hidrelétrica Bem Querer, em Roraima. Conforme informações da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o projeto de construção da usina hidrelétrica demandaria um aporte de R$ 5 bilhões.

A Usina de Bem Querer tem previsão de ser implantada no Rio Branco em Caracaraí, localizado na região sul do estado. Ainda conforme a EPE, a área que receberia a implantação de todas as estruturas para funcionamento adequado do empreendimento compreenderia os municípios de Bonfim, Boa Vista, Caracaraí, Cantá, Iracema e Mucajaí.

A previsão em caso de construção da usina é que ela produzirá uma potência de 650 megawatts e será integrada ao Sistema Interligado Nacional. O objetivo da EPE é ampliar a oferta de energia na região e também no Brasil.

Atualmente o projeto está em fase de estudos do impacto ambiental gerado pelo empreendimento. A EPE, que é vinculada ao Ministério de Minas e Energia, é a responsável por esses estudos. Segundo a Superintendente de Meio Ambiente da EPE, Elisângela Almeida, os estudos de impacto ambiental e também o componente indígena demandam um processo longo. “Existe um processo de licenciamento aberto. Tudo isso depois vai fazer parte desse licenciamento ambiental completo. Quando esses órgãos fizerem suas análises, aí tem um próximo passo, que são as audiências públicas, e depois, se o Ibama achar que o empreendimento é viável, teremos uma licença prévia. Se obtivermos a licença, esse empreendimento vai a leilão, mas isso ainda vai demorar algum tempo”, explica.

A superintendente explicou que uma equipe especializada em estudos de impacto ambiental foi contratada para analisar o impacto direto da usina na região. “Ainda estamos no início dos estudos para o processo de licenciamento. Contratamos uma equipe especializada nesses estudos e multidisciplinar. Todo o empreendimento de geração, seja eólica, solar, térmica, tem os impactos relacionados àquele tipo de empreendimento. Por isso fazemos toda essa análise”, destaca ainda.

Procurado para falar sobre o assunto, o secretário de Planejamento e Desenvolvimento do governo estadual, Marcos Jorge, afirmou conhecer sobre o estudo da usina hidrelétrica e que a competência, de fato, sobre a questão, é do governo federal através da EPE.

Em março deste ano, uma equipe técnica da EPE esteve em Roraima para apresentação de como está o andamento dos estudos de viabilidade técnico-econômica e de impacto ambiental da usina hidrelétrica. Ainda conforme a EPE, a estimativa de que a usina possa ir a leilão seria somente no ano de 2022, e sua construção completa apenas em 2027.