O ministro Luiz Henrique Mandetta deve sugerir nesta semana que toda a população brasileira, sem distinção, passe a utilizar as máscaras respiratórias. Até quem não tem qualquer sintoma de coronavírus. Isso porque estudos recentes mostram que essa medida pode contribuir com o achatamento da curva de transmissão.

O Dr. Pak-Leung Ho, chefe do centro de infecções da Universidade de Hong Kong, acredita que o uso de máscaras por toda a população foi uma das medidas que contribuíram para que o país contivesse o surto de casos.

Já o Dr. Sui Huang, biólogo molecular e celular do Institute for Systems Biology em Seattle, afirma que as mais recentes descobertas sobre a entrada viral do novo coronavírus no tecido humano e na balística de espirros ou tosse, sugerem que o principal mecanismo de transmissão não é através dos aerossóis finos, mas de gotículas grandes e, portanto, justificam o uso de máscaras por todas as pessoas.

Países como a República Tcheca e Eslováquia já impuseram o uso obrigatório das máscaras, cujos supostos benefícios – embora endossados ​​pela Organização Mundial da Saúde – são contestados por alguns, como os Estados Unidos, que orienta que apenas quem tem sintomas da doença façam uso do material.

A Organização Mundial de Saúde orienta que o uso de máscaras só é efetivo se combinado a lavar as mãos com frequência. Também ressalta a importância de saber como usar a máscara e descartá-la corretamente. No entanto, ainda há controvérsia quanto à eficiência do material quanto à pandemia de coronavírus.

Foto: Amanda Perobell/ Reuters