Animais de ruas são suscetíveis a contrair doenças como a raiva

Uma situação bastante comum atualmente é a quantidade cada vez maior de cães abandonados nas ruas da capital. A Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ) da Prefeitura de Boa Vista trabalha com foco no controle e prevenção de doenças ou infecções causadas por esses animais e orienta que a população também deve se sensibilizar.

São constantes as demandas recebidas pelo Centro de Zoonoses para recolhimento de animais em situação de rua, o que não é atribuição do setor. Até o momento, a unidade já atendeu 216 desses chamados, entre capturas, resgates de animais e outros serviços. De acordo com a diretora da unidade e veterinária Maria Conceição, o recolhimento de animais pela UVCZ acontece somente de maneira seletiva, quando é avaliado criteriosamente cada encaminhamento.

“A prefeitura realiza um trabalho de controle populacional voltado a esses animais em situação que se enquadram nos critérios epidemiológicos do programa de Vigilância e Controle da Raiva e podem oferecer risco à sociedade. Os serviços da UVCZ são bem específicos e a maioria das pessoas confunde muito achando que é atribuição da prefeitura recolher os animais nas ruas”.

A captura ou recolhimento de animais soltos nas ruas só ocorre após avaliação dos técnicos da Unidade de Vigilância de Zoonoses do município, que vão indicar se esses animais trazem risco à saúde pública com a transmissão de agravos (agressões ou suspeita de doenças de fundo infectocontagioso), de acordo com a Portaria MS/GM nº 1.138, de 23 de maio de 2014.

Nesses casos, os contatos devem sempre ser feitos pela Central de Atendimentos 156, da prefeitura ou ainda pelo 3623-1585. “Nesses casos, quando os animais são considerados saudáveis, conforme respaldo da Portaria n° 1.138, a castração é realizada para posteriormente serem destinados à adoção”, destaca Conceição.

A diretora ressalta ainda a responsabilidade dos donos de cães. “É importante relembrar que de acordo com a Lei federal 9605/98, abandonar animal nas vias públicas é crime e pode acarretar três meses a um ano de detenção e multa”.

Controle e imunização – O Centro de Zoonoses do município disponibiliza a vacina antirrábica durante o ano inteiro, além de promover campanhas de vacinação contra raiva na capital. A UVCZ ainda deverá passar por um período de reformas em seu prédio em breve.

Um dos desafios esse ano, da unidade foi a campanha de vacinação antirrábica, que ultrapassou a meta estabelecida, foram imunizados 33.387, a meta era de 26 mil. Além da capital, a unidade levou os profissionais para vacinarem os animais também na área rural. Mais de 1000 cães e gatos receberam a vacinação em 17 comunidades. O resultado positivo se deve a nova estratégia para alcançar um número maior de animais.

“Ampliamos esse ano o número de postos de vacinação e conseguimos alcançar todos os bairros da capital dentro do período de campanha. A estratégia de vacinar todos os sábados em bairros e áreas diferentes foi muito importante, alcançamos um número maior de animais. Essa é a nossa missão cuidar para que tanto cães como gatos recebam a vacinação e estejam protegidos de doenças”, destaca o secretário municipal de saúde, Claudio Galvão.

Adoção – A unidade também promove a adoção de animais. Até o momento, 62 já foram adotados. Para adotar é necessário comparecer à unidade, com documento de identidade. Após um cadastro é feito uma avaliação do local em que o animal vai ficar e também da situação e condições do animal. Após a avaliação o animal é monitorado pela unidade para avaliar a adaptação. Qualquer pessoa maior de 18 anos pode adotar, o animal já sai da unidade castrado.

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