Dito isso: Arthur Iradilson Henrique confirma que não tem voto, só intenção.

Vejam onde Arthur Iradilson Henrique fez seu primeiro comício.

Lugar pequeno esse o da convenção para quem se coloca como candidato ao governo. A escolha por si só expõe a fragilidade estrutural da campanha de Arthur, na busca por uma vitória em um pleito estadual, ao mesmo tempo em que deixa clara a razão pela qual Denarium foi cassado. Ele não tem votos só soube comprar.

Apesar de Denarium ter gente que gosta dele, essas pessoas esperam benefícios para acompanhá-lo em comícios e, na hora do voto. Esse fenômeno foi potencializado por ele mesmo. Denarium encareceu as eleições e treinou o eleitorado para esperar receber muito até por comentários em mídias sociais.

Em 2022, Denarium precisou comprar, a peso de ouro, as lideranças políticas que o reconduziram ao governo. Sem a rede desses deputados e prefeitos do interior, um político sem votos não tem nada. Nem Teresa, que de fato tem muitos votos espontâneos, além de enorme aprovação, resistiu à máquina do governo.

Imagine um sem votos como Arthur.

Pois não se iludam: à medida que o eleitorado perceber que ele não é mais Teresa, grande parte desses eleitores que ainda o têm na intenção de votos o abandonarão, ficando como única opção a compra de votos.

Arthur Iradilson Henrique desenhou para si a mesma estratégia de Denarium, só que faltou a ele o básico: ser governador e, ainda mais importante, não ter sido tão soberbo e arrogante na lida com os deputados.

Enquanto Sampaio realiza e entrega soluções em diversas áreas, Arthur ameaça com investigações via auditoria caso vença as eleições suplementares.

Dito isto: Arthur Iradilson Henrique não tem votos, perderá a eleição abraçado a Denarium e inviabilizará sua candidatura ao Senado em outubro.

Já Denarium que tem ainda mais a perder escolheu o caminho da derrota total por orgulho. De todos os erros que um político pode cometer este é o pior, que é o de tomar decisões com o coração.