Na semana passada, o blog do jornalista Luiz Valério publicou a informação de que a Assembleia Legislativa de Roraima havia publicado em seu diário oficial a nomeação de mais de 1.500 servidores comissionados. O blog registrou que se tratava da recondução dos comissionados exonerados, por força de lei, em dezembro de 2019, como é praxe no serviço público.

Desde então, grandes veículos de comunicação do país, como o jornal o Estado de São Paulo (Estadão) e a revista IstoÉ, passaram a publicar matérias denunciando o absurdo que representa o numero de contratações de comissionados na ALERR. Nesta quinta-feira (30 de janeiro), o Estadão trouxe em seu site uma matéria mostrando que a soma dos valores pagos aos 1.542 comissionado da ALERR é de R$ 3.476.650,00.

São número astronômicos. Os salários e a quantidade de servidores ocupando cargos em comissão são absolutamente fora da realidade de um estado como Roraima, cujo PIB é o menor do Brasil. De acordo com a Resolução publicada do Diário Oficial 3157, 44 assessores vão receber salários de R$ 7,2 mil por mês, totalizado um gasto de R$ 316,8 mil.

As superintendências, programas especiais e comissões da ALERR abrigam nada menos do que 824 cargos de assessoria parlamentar administrativa e outros 444 de apoio legislativo. Tudo isso para servir a apenas 24 deputados. Há ainda 47 cargos comissionados de coordenadoria, chefia, apoio técnico e assessoria de fiscalização.

Os dados contidos nos Diário do Poder Legislativo demonstram o quanto de dinheiro público é usado para gerar cabide de emprego na ALERR. Esses servidores comissionados acabam servindo de cabos eleitorais em períodos de campanha.

Informações: Blog do Luiz Valério – Foto: Supec/ALE