Com uma população estimada em 28 milhões de habitantes, portanto infinitamente maior que a quantidade de pessoas que vivem em Roraima, a Venezuela tem registrado menos casos de coronavírus do que aqui.

Roraima, com cerca de 800 pessoas, já tem 407 infectados e mais uma centena de suspeitos. Na Venezuela, com 5 novos casos registrados nas últimas 24 horas, atingiu 323 infectados um número insignificante para o tamanho da população.

Há razões para esse número tão pequeno de infectados no país vizinho. Primeiro o fato da crise política e econômica que expulsou seus habitantes para fora. Ou seja, as pessoas saiam e não entravam na Venezuela.

Depois com a paralisação quase que total das operações de companhias aéreas para o país, o fluxo de turistas diminuiu 98% nos últimos dois anos. E por último as ordens do ditador Nicolás Maduro foram cumpridas e quase ninguém sai às ruas depois que foi decretada a quarentena.

São peculiaridades que diferenciam a Venezuela de Roraima. Aqui a maioria das pessoas ainda não entendeu a gravidade da situação e continua se movimentando pelas ruas, apesar dos apelos oficiais para quem fiquem em casa.

A última atualização na Venezuela, neste domingo, informa que o país registrou apenas cinco casos, elevando o número a 323. Ademais os 5 casos verificados ultimamente correspondem a venezuelanos que chegaram ao país procedentes da Colômbia.

Assim como a maioria dos demais infectados também é proveniente sobretudo da Espanha, transportados nos últimos voos da companhia Ibéria, até que o espaço aéreo do país fosse fechado para voos internacionais.

Da mesma forma Roraima é vítima de “casos importados”, inicialmente trazidos por um casal que viajou a São Paulo, os primeiros verificados no mês de fevereiro e dezenas de outras pessoas que ingressaram no Estado vindas do Amazonas, onde a doença já infectou 3.194 pessoas até hoje, com 255 mortos.

Informações: Blog do Perônico – foto: Reuters