Ontem, a prefeita Teresa Surita (MDB) definiu quem deseja como sucessor. O anúncio foi feito em publicação nas suas redes sociais e trata-se do seu parceiro de trabalho, Arthur Henrique, vice-prefeito. Num bate-papo bem humorado, Teresa apresentou Arthur e também fez perguntas para que as pessoas conhecessem um pouco mais da sua vida pessoal. Arthur é jovem, com formação técnica de primeira linha. Foi secretário de Tecnologia onde realizou o trabalho de inclusão digital e também foi secretário municipal de Educação, apresentando uma ação de qualidade e admirada por todos. Segundo a avaliação feita pela prefeita Teresa, Arthur tem todas as condições de dar continuidade ao trabalho realizado por Boa Vista.

O presidindo do MDB, Romero Jucá manifestou apoio e entusiasmo com a indicação. Ele considera Arthur Henrique um forte candidato nessas eleições. Segundo Jucá, “a população de Boa Vista se acostumou com o que é bom e quer a continuidade do trabalho de Teresa. Hoje, não há ninguém melhor que o Arthur para fazer isso”. Entre a população, o anúncio de Teresa repercutiu bem.

DIFERENÇA

Enquanto isso, na Assembleia Legislativa de Roraima, a linha é de acusações. O deputado Renato Silva, do Republicanos, partido do senador Mecias de Jesus, surpreendeu toda a população com um áudio postados nas redes sociais na noite de quarta-feira (22). Na gravação, ele acusa nominalmente, o presidente da Casa Jalser Renier (SD) de desviar dinheiro da Assembleia para ser usado na campanha de prefeito do candidato Ottaci (SD). No áudio, o deputado cita a cifra de R$ 20 milhões. 

Entre vários palavrões, Renato desafia Jalser a enfrentá-lo e o acusou também de estar demitindo servidores da Casa, inclusive pessoas do gabinete do próprio deputado Renato. A manobra seria para fazer sobrar dinheiro da ALE a ser investido na campanha de Ottaci e, principalmente, para pressionar o voto no candidato indicado por Jalser que não tem decolado nas pesquisas e menos ainda na simpatia com a população. Essa prática está dando muita confusão com vários parlamentares que não apoiam o candidato do presidente. Ontem, Renato Silva sumiu de circulação e Jalser também. Com a palavra, o Ministério Público e a Justiça Eleitoral. Pelo teor do áudio, o abuso de poder econômico e político já começou.

CINISMO

O campeontado de cinismo entre os seguidores do governador Antonio Denarium (Sem Partido) tem um disputa acirrada. Ontem, o pré-candidato Marcos Jorge (Republicanos) que foi secretário de Planejamento, publicou uma postagem dando a entender que ele teria liberado R$ 225 milhões quando Denarium ainda era interventor, e que esse dinheiro foi o que colocou regularizou a folha de pagamento do Estado, que estava com um atraso de três meses. Puro cinismo porque todos sabem que esse recurso foi liberado pelo então senador, Romero Jucá junto ao presidente Michel Temer, de quem era líder. Esse dinheiro permitiu colocar todos os salários em dia e ainda pagar o 13o dos servidores. Hoje, o governador Denarium faz propaganda por pagar os salários na data correta, mas isso só acontece graças a esse recurso que Jucá liberou. Sem esse dinheiro, os salários dos servidores ainda estariam em atraso e Denarium estaria mergulhado no inferno astral que a ex-governadora Suely Campos estabeleceu com a sua incapacidade de gestão. Denarium nunca agradeceu publicamente Jucá, a não ser entre as paredes do gabinete do Presidente da República. Quanto à Marcos Jorge, é público que ele nunca pensou nos servidores estaduais e a prova são os diversos direitos e benefícios que ele ajudou a retirar da Constituição Estadual.

RAPIDINHO

– Sem escala: a empresa de avião que presta serviço para o Dsei-Yanomami é ligada ao senador Mecias de Jesus. Pois bem, chega a denúncia de que ela não está oferecendo voos para o translado dos profissionais de saúde que estão permanecendo mais tempo do que acertado em contrato na área indígena. Tudo isso acontece porque a empresa não teria combustível para voar. A Coluna pergunta: por que a empresa não abastece as aeronaves nos postos de combustível da filha do senador? É um absurdo tratarem assim os profissionais que se dedicam e trabalham em condições muito difíceis. Mecias de Jesus faça alguma coisa!

– Amnésia: O senador Chico Rodrigues (DEM) desenvolveu um quadro de amnésia. Ele anda pelo Estado perguntando às pessoas o que deve fazer e quais são os problemas do Estado. Mas, vejam bem. Chico tem cinco mandatos como deputado federal, foi vice-governador e também governador do Estado. Se depois de todos esses anos, ele não sabe o que deve fazer, ou está doente ou nunca se interessou verdadeiramente em trabalhar por Roraima. Qual das opções é a correta?

– Resposta: Denarium fala em alta voz por todos os cantos do Estado que trabalha no combate à violência contra a mulher. Uma das atividades são aquelas palestras e seminários até bem intencionadas, mas que pouco refletem na mudança de comportamento daqueles covardes que agridem e matam mulheres. Mas, Denarium poderia dar uma verdadeira demonstração de apoio à proteção feminina e para isso, é só apoiar a ação contra o senador Telmário Mota (Pros), que virou réu por bater em uma namorada 40 anos mais nova que ele. Condenar a violência, mas se abraçar com quem bate em mulher é muito feio.

– Saneamento: ainda repercute nas redes sociais o resultado da votação do Marco Legal do Saneamento, com destaque para o voto de 13 senadores que foram contrários à ampliação do serviço de águas e esgotos nos estados. Para a vergonha dos roraimenses, o senador Mecias é um desses parlamentares que ficou contra a necessidade da população. Numa postagem em suas redes sociais, o dono da CAER recebeu uma resposta bem educada de uma senhora de vermelho: “bem feito!”.

PERGUNTAR NÃO OFENDE:

  1. Em que etapa está a investigação sobre a compra superfaturada de respiradores? Por onde anda o ex-secretário Francisco Monteiro?
  2. O deputado Renato Silva disse com todas as letras (e muita emoção) que a Jalser vai usar R$ 20 milhões do dinheiro de Roraima para investir na campanha do seu candidato Ottaci. Algum órgão de controle ouviu essa gravação?
  3. O réu Telmário Mota anda com a crista meio baixo. Por que será?
  4. Por que o Governo do Estado está incluindo nas estatísticas do covid, mortes que ocorreram em semanas anteriores? Será que é mais uma estratégia para atrapalhar a reabertura do comércio?