Pacientes reclamam de atraso nos atendimentos em hospital estadual de Mucajaí

Segundo relato da mãe do paciente, a enfermeira ainda teria dito para o rapaz voltar para casa e ficar deitado (Foto: Charle Bispo)

Pacientes relataram demora no atendimento do Hospital Estadual José Guedes Catão, no município de Mucajaí. Um jovem de 20 anos, foi ao Hospital Estadual José Guedes Catão, município de Mucajaí, com fortes dores renais nesta manhã de segunda-feira (31), por volta das 9h, mas teve dificuldades para receber atendimento.

Ao chegar na unidade, o rapaz esperou até 11h30 mas não foi atendido, porque segundo ele, o médico iria almoçar e só retornaria os atendimentos a partir das 14h.

“Eu não tomei o remédio porque a atendente disse que estava a mais do horário de almoço e o médico não estava mais atendendo. Uma mulher que estava lá discutiu e avisaram que ele só vai voltar às 14h. E como eu não tenho receita, tenho que passar pelo médico e ele não está atendendo, estou com dor ainda”, disse o jovem em áudio enviado à mãe.

Segundo relato da mãe do jovem, a enfermeira da unidade ainda teria dito para o rapaz voltar para casa e ficar deitado.

“Quando a pessoa chega com dor, ela tem que ter prioridade. O médico simplesmente falou que não ia atender e meu filho com dor. Eu estou chateada por isso. A pessoa com dor é demais, gente, eu sei o que é a dor de rins, eu tenho também. Já pensou esperar esse tempo todo com uma dor intensa?”, questionou a mãe.

A moradora disse ainda que não é a primeira vez que o médico do hospital teria essa atitude.

Sesau – Em nota, a Secretaria de Saúde (Sesau) informou que vai apurar o fato citado junto ao Hospital Estadual José Guedes Catão para verificar a veracidade da informação relacionada à postura do médico.

Reforça que a Unidade conta com dois médicos realizando de forma integral o atendimento na Unidade e que os pacientes têm sido atendidos sem alteração.

É importante reforçar que a gestão tem intensificado o trabalho, sempre adotando medidas a curto e médio prazos, para garantir que as Unidades Hospitalares tenham profissionais suficientes para atender as demandas.

Informações: FolhaBV