Único hospital para tratamento de casos graves de Covid-19, HGR está com UTI 100% ocupada

inheiro liberado serviria para cobrir gastos de 54 UTIs, mas Roraima tem apenas 49

O Hospital Geral de Roraima (HGR) está com a UTI para Covid 100% ocupada. A unidade é a única do estado para tratamento de casos graves da doença. As informações são do boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde (Sesau), dessa segunda-feira (28).

Em nota, o governo informou que “nenhum paciente que, eventualmente, precise de leitos clínicos no HGR (Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento), fica desassistido, uma vez que tem sido mantida de forma efetiva, através do NIR (Núcleo Interno de Regulação), a regulação desses leitos.”

Quando é necessário, segundo o governo, o NIR realiza a regulação de demanda por leitos clínicos junto ao Hospital Estadual de Retaguarda Covid. A Secretaria de Saúde afirmou que “neste momento não há nenhum paciente aguardando por leitos de UTI no HGR.”

A alta taxa de ocupação também é registrada nos outros leitos para Covid do HGR. Nos 10 semi-intensivos, nove estão em uso – ocupação de 90%. Nos 83 clínicos, 76 estão ocupados – 92%, de ocupação.

A quantidade de leitos para Covid-19 no HGR foi reduzida duas vezes pelo governo, em 22 de maio e 2 de junho. Antes da primeira redução, por exemplo, a unidade tinha 90 leitos de UTI, agora são apenas 54.

No Pronto Atendimento Airton Rocha, anexo ao HGR, os leitos semi-intensivos continuam com 100% de ocupação. Já os clínicos, estão em 75%.

Pandemia em Roraima

Roraima confirmou nesta segunda-feira 14 novos casos de Covid. O total de infectados chegou a 111.858. Nenhuma morte foi confirmada nas últimas 24 horas. A quantidade de vítimas desde o início da pandemia é de 1.731.

Além das mortes já confirmadas, a Sesau investiga ainda outros 66 óbitos para descobrir se a causa está relacionada ao coronavírus.

Atualmente, 104.946 pessoas são consideradas recuperadas da Covid, após tratamento médico. O estado contabiliza pacientes como recuperados, automaticamente, após 21 dias da notificação de suspeita da doença.

Informações: G1 RR