Intenção de consumo das famílias roraimenses volta a subir e registra maior alta em um ano, diz CNC

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Índice registrou crescimento de 24,7% em relação ao mesmo período do ano anterior (foto: Divulgação)
Índice registrou crescimento de 24,7% em relação ao mesmo período do ano anterior (foto: Divulgação)

A intenção de consumo das famílias roraimenses voltou a subir e registra a maior alta em um ano, ao acumular 106,4 pontos no mês de outubro. Os dados são da Pesquisa de Intenção e Consumo das Famílias (ICF), elaborado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Segundo o levantamento, o resultado de outubro é 24,7% maior do que o valor registrado no mesmo período do ano anterior, quando o índice apresentou apenas 85,3 pontos.

Em relação ao mês passado, o resultado teve alta de 3,9%, sendo o segundo aumento consecutivo, após queda no mês de julho. Ainda de acordo com o estudo, na comparação da série histórica esse é o melhor resultado desde março de 2015.

INDICADORES

A pesquisa de intenção de consumo das famílias é composta de sete indicadores que avalia as condições profissionais e de renda, assim como os níveis de consumo, acesso ao crédito e perspectivas futuras.

Os índices variam de 0 a 200 pontos com nível de indiferença de 100 pontos. Valores superiores a 100 pontos mostram um comportamento mais otimista dos consumidores. Desses sete indicadores, o momento para comprar bens duráveis foi o principal índice responsável pelo aumento em outubro, 20,8% maior na comparação com setembro.

Os outros índices que também apresentaram crescimento foram: compras a prazo (8,8%), nível de consumo atual (8,8%), perspectiva de consumo (5,%), emprego (2,8%) e renda atual (2,8%). Em outubro, apenas a perspectiva profissional apresentou queda em relação a setembro, com recuo de 7,6%.

NACIONAL

De acordo com a pesquisa, a Intenção de Consumo das Famílias Brasileiras registrou 93,3 pontos percentuais em outubro, valor 0,2% maior em relação ao mês anterior. Contra outubro de 2018, o resultado apresentou evolução de 7,7%. Apesar da alta, valor ainda é inferior ao registrado em fevereiro, quando o índice atingiu 98,5 pontos.

Em relação a setembro, a alta atual foi puxada pelas avaliações otimistas dos subindicadores: momento para duráveis (3,1%) e perspectiva profissional (0,7%). No entanto, as percepções das famílias com relação a perspectiva de consumo (-1,7%) e emprego atual (-0,4%) se apresentaram negativas.

Já na relação com outubro do ano passado, três itens potencializaram a intenção de consumo das famílias: momento para duráveis (13,6%), compra a prazo (12,0%) e perspectiva de consumo (11,8%).

Por região, as maiores variações do ICF ocorreram no Centro-Oeste (2,4%) e no Norte (2,0%), locais onde as famílias mostram maior disposição para compras, bem acima das no Nordeste e Sudeste.

Informações: Roraima em Tempo