Pego com a mão no ferro quente

Todo criminoso tem essa prática de dizer que não foi ele. É sempre assim: “eu não fiz isso”. Mas o nosso personagem é um pouco burro e um pouco arrogante.

Ele ainda se acha acima do bem e do mal e, por vezes, admite ter cometido os crimes que cometeu — como no caso da trama golpista, contra a qual se defendeu durante anos e, após uma audiência no STF, saiu dizendo literalmente que sim, que teve o decreto na mão, depois de passar anos dizendo o contrário.

Mas ontem não foi assim. Com a chegada da PF em sua mansão-prisão, entregou a rapadura rapidinho e virou chacota nacional.

O plano era fazer mais uma daquelas vigílias com fundo religioso — mas daquele tipo religioso de mentirinha; do tipo falso, do tipo que é a favor da morte, mas se diz cristão. Mas, voltando ao plano: com a encenação, Jair Messias Bolsonaro quebraria a tornozeleira e fugiria na confusão.

E certamente os bolsonaristas iriam apoiar a fuga, já que eles se convencem de mentiras como todo 171 faz. Para eles, todas as provas de seus crimes são invenções do inimigo comunista.

E não é que isso funciona entre eles? Sim: a cara de pau para mentir, somada à burrice, colabora com o convencimento de seu povo.

Prova disso foi ver aquele bando de energúmenos pedindo a intervenção de ETs e acreditando que, em 72 horas, haveria uma intervenção militar que nunca veio.

Aqui no estado muitos acreditaram por um bom tempo nesse criminoso chamado Bolsonaro. Mas pesquisas feitas por institutos de fora do estado — sim, aqueles que não têm endereços certos para perguntar e obter respostas prontas; aqueles que não fazem pesquisa para líderes políticos usarem como propaganda de força política, quando na verdade só querem simular uma força para depois, na eleição, pagar pelo voto — pois é, pesquisas sérias já colocam Bolsonaro com queda gigantesca e crescente.

A cada dia, o jumento nos faz lembrar que ele, Bolsonaro, não passou de um mentiroso, um falso profeta que apenas falsos cristãos irão seguir adorando.