Após a desocupação, os imigrantes foram deixados próximo ao Rio Branco, no bairro 13 de setembro (Foto: Nilzete Franco/FolhaBV)

Após denúncias de que imigrantes venezuelanos teriam transformado em ponto de venda de drogas um Ginásio Poliesportivo localizado na avenida General Penha Brasil, no bairro 13 de setembro, soldados do Exército Brasileiro, com apoio de policiais da Força Nacional e agentes da Guarda Civil Municipal (GCM), fizeram a desocupação do local nesta quarta-feira, 16.

No local estavam morando cerca de 70 famílias venezuelanas, de acordo com informações, das quais 28 são crianças e 26 mulheres grávidas.

Após a retirada do Ginásio, os imigrantes foram alojados em frente a uma Escola Municipal que fica ao lado do local e foram novamente retirados pela Guarda Municipal, como explicou o superintendente Murilo Santos.

“Estamos orientando que eles não podem ficar aqui, pois estamos preocupados com a segurança das crianças que estudam nesta escola, até porque já foram feitas várias denúncias de uso de drogas e prostituição, e eles não podem permanecer nesse local”, explicou.

Ainda de acordo com Santos, instituições de apoio aos imigrantes estão sendo procuradas para ajudar as famílias. “Estamos em contato com representantes de instituições que acolhem imigrantes para que possam dar algum apoio no sentido de disponibilizar um local para que eles fiquem abrigados e estamos dando o suporte com transporte para levar os pertences dessas famílias retiradas do local”, acrescentou o superintendente.

Após a saída da frente da escola, cerca de 50 imigrantes foram coduzidos em um carro de apoio superlotado e foram deixados embaixo da Ponte dos Macuxi.

Assim que chegaram ao local, uma pequena confusão teve início, pelo fato do proprietário de uma cerâmica localizada naquela área ser contrário à nova ocupação. Após diálogo entre as partes, os imigrantes alojaram-se embaixo de árvores na margem do Rio Branco.

O venezuelano Hache Medina era um dos ocupantes e, de acordo com ele, antes de irem viver no ginásio, os imigrantes estavam acampados naquele mesmo local.

“Estávamos aguardando vaga em algum abrigo, ou a interiorização. Não somos bandidos, somos pessoas de bem, e não entendo por que não nos querem aqui. Agora não sabemos o que pode acontecer conosco novamente na rua.”, concluiu.

Informações: Folha de Boa Vista

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