Roraima deve deixar de exportar cerca de 600 toneladas de frutas após o Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) declarar quarentena em oito regiões com foco da mosca da carambola.

O diretor de defesa vegetal da Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr), Marcelo Parisi, afirma que estava prevista a exportação de manga, caju, acerola, tomate, laranja, entre outros. Antes do decreto, Roraima já havia exportado 900 toneladas só neste ano.

“Não é possível falarmos em valores, pois frutas são produtos que variam muito de preço segundo oferta e demanda, mas o nosso teto de prejuízo é de R$1,5 milhão nesse primeiro momento. Esses produtos ainda podem ser comercializados em Roraima, então acredito que dá ao menos amenizar a perda”, comentou o diretor.

A resolução do Mapa que vetou a saída de frutos do estado foi publicada no Diário da União (DOU) desta sexta-feira (14). Na medida, foram listadas mais de 40 frutos que podem ser hospedeiros da mosca da carambola. Os municípios atingidos são Alto Alegre, Normandia, Uiramutã, Pacaraima, Amajari, Boa Vista e Bonfim. Com exceção da capital, todos os municípios citados são fronteiriços com outros países.

O técnico agrônomo da Cooperativa dos Hortifrutigranjeiros de Boa Vista (Coophorta), André Calixto, afirmou que somado aos prejuízos já calculados, existem também aqueles de produtores que poderiam exportar produtos, estavam se planejando, e agora precisam retrair plantações.

“Só para se ter uma noção, estávamos planejando exportar 90% da safra 2019-2020 de um produtor que está produzindo 450 toneladas de manga. Também temos outras 325 toneladas de tomate daqui da capital previstos para este ano. Em Alto Alegre, temos uma safra 2018/2019 que tinha 120 toneladas, dessas 60 foram exportadas antes da barreira fechar, e outras 60 tiveram que vir para o mercado local”, afirmou.

Conforme Calixto, o Mapa instaurou um grupo com membros da Aderr e da Cooperativa para que um plano de ações contra o alastramento da mosca para outros estados seja entregue em Brasília até esta semana.

Atualmente, o estado tem quatro barreiras fitossanitárias. Duas no município de Alto Alegre, uma na vila Três Corações, em Bonfim, ao Norte de Roraima, e outra em Jundiá, em Rorainópolis, ao Sul de Roraima.

“Nós sugerimos deslocar uma das barreiras que está na sede de Alto Alegre e colocar na vila São Vicente, dentro do município, mas próximo de Mujacaí e Boa Vista, colocar mais uma no, em Samauma, na fronteira divisa de Alto Alegre com Mucajaí e outra no Murupu, na zona rural de Boa Vista”, sugeriu o técnico.

Informações – G1 Roraima – Foto: Pedro Barbosa

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