O Governo do Estado tem se mostrado ineficiente no enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19). A não ser a divulgação dos dados de infectados, o Executivo Estadual não tomou mais nenhuma medida expressiva em todo o Estado a fim de que a doença não se alastre.

Além disso, há muito desencontro de informação. A imprensa tem se queixado frequentemente sobre a divulgação dos dados. “Em uma hora, o governo publica uma informação. Dez minutos depois ele apaga o que foi publicado, edita textos, muda números e republica, deixando toda a imprensa desnorteada”, disse um jornalista em uma rádio da cidade.

Quando a pandemia foi anunciada em março, o Governo determinou o fechamento das escolas e do comércio e o cancelamento de eventos artísticos. No entanto, nenhuma outra ação foi desencadeada, como a fiscalização dos comércios, vigilância na divisa com o Amazonas e reforço na saúde. E dias depois voltou atrás e liberou todo o comércio para funcionar “lavando as mãos”, com relação a vida das pessoas.

A atitude do Governo em liberar o comércio em geral demonstra que o Executivo Estadual é pautado por medidas populares, populistas, agradáveis e mais fáceis de se tomar. “Lavar as mãos” é praticamente dizer: liberei, cuide-se quem puder, se morrer, o problema é seu.

Conforme já denunciado aqui no Boa Vista Já, o Governo tem adiado o início das atividades no Hospital de Campanha do Exército, com quem tem parceria juntamente com a Prefeitura de Boa Vista. Nenhum equipamento ou profissional de saúde foi encaminhado à unidade, que tem capacidade de até 1.200 leitos e que seria de grande importância no atendimento dos pacientes com Covid-19.

Além disso, o programa de assistência financeira às famílias carentes é totalmente ineficiente, pois os R$200 que seriam pagos a cada família representa pouco mais que R$6 por dia. Enquanto isso, a população roraimense, principalmente na zona rural e nas comunidades indígenas, encontra-se desassistidas pelo Governo de Roraima e enfrentando a pandemia por conta própria.