O marido de uma paciente de 30 anos que, segundo ele, apresenta sintomas de coronavírus, afirmou que o Hospital Geral de Roraima (HGR) recusou fazer exames para diagnosticar a doença. Ela voltou recentemente de São Paulo, estado brasileiro com o maior número de casos.

Ele relatou que a esposa começou a ter febre alta, tosse, espirros frequentes e dor na garanta, na última sexta-feira (13), quando voltou de viagem. A mulher foi a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na segunda-feira (16), mas devido aos fortes sintomas recebeu encaminhamento para realizar o exames de coronavírus.

“Vendo os sintomas dela e que estava debilitada, o médico passou atestado de sete dias, recomendou que ficasse em isolamento e também que procurássemos o HGR para fazer os exames de diagnóstico”, detalhou.

Chegando ao hospital no mesmo dia, o homem contou que os médicos recusaram coletar amostras, sob alegação de que a paciente não tinha voltado de viagem ao exterior. Por isso, não se enquadrava como caso suspeito.

“Levei ela para ela tentar fazer os exames, já que retornou de uma cidade com alto índice de casos, mas me explicaram que só estavam fazendo exames de quem estava internado ou tivesse voltado de viagem internacional, que não era o caso dela”, reforçou.

O homem contou que depois disso decidiu esperar em casa em isolamento com a esposa e só retornou ao HGR ontem, após boletim epidemiológico incluir na lista de exames pessoas que tenham retornado de São Paulo e Rio de Janeiro.

Entretanto, mais uma vez, o hospital voltou a se recusar. “Eu retornei no HGR, mas não nos atenderam, sendo que o governo publicou uma normativa falando que quem tivesse voltado desses estados deveria fazer os exames”, declarou.

Ele relatou que ao sair da unidade de saúde a diretora do Departamento de Vigilância Epidemiológica, da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde (CGVS), entrou em contato com a esposa por telefone e informou que não adiantaria fazer o exame, pois o resultado só iria sair em oito dias.

“Disse que o resultado sairia em oito dias. Não é à toa que até o momento nenhum caso positivo foi confirmado, já que os hospitais só realizam exames em quem esteja internado em estado grave”, concluiu.

OUTRO CASO

Nessa quarta-feira (18), um paciente de 32 anos procurou a redação para denunciar que também foi vítima de negligência ao procurar atendimento no hospital. Ele afirmou ter sintomas de coronavírus após ter voltado de viagens a São Paulo e Rio de Janeiro.

O paciente contou que começou a apresentar os sintomas no dia 15 de março, dois dias depois de ter retornado da viagem. Relatou que foi à unidade de saúde para realização do exame, mas deixou de ser atendido devido ao prognóstico da médica responsável pela triagem de pacientes, que se recusou a atendê-lo.

CITADA

A Sesau esclarece que não procede a informação de que o Hospital Geral não estaria realizando coleta de amostras em pacientes com suspeita de coronavírus.

No caso citado, a paciente foi avaliada pela equipe da Unidade de Vigilância Epidemiológica, que constatou que a síndrome respiratória apresentada por ela não se enquadrava nos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Coletas e notificações feitas no HGR são exclusivas aos pacientes atendidos na unidade, enquanto os demais casos podem ser feito nas Unidade Básica de Saúde, que estão preparadas para realizar esse tipo de serviço.

Equipes da Saúde Municipal fazem a coleta residencial nos pacientes notificados no próprio município, que obedeçam ao critério de definição de caso.

A Sesau ressalta que o Laboratório Central (Lacen) é responsável apenas pelo diagnóstico molecular e que não realiza coleta de amostras, pois não é unidade notificadora.

Informações: Roraima em Tempo

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