Os problemas da Serra do Tepequém não se resumem apenas ao trajeto, que está esburacado, com mato invadindo a pista e pouquíssima sinalização na RR-203, de Araçá até a Vila do Paiva, últimos 100 km de viagem. O turista que, com muito esforço, consegue chegar a Serra, precisa ainda de muito mais força de vontade para conseguir ter acesso à principal e mais próxima cachoeira da região, a Cachoeira do Paiva.

Tudo porque, além de ter que caminhar por cima de muitas pedras, a escadaria que existia no local está sem manutenção, com muitos degraus soltos e parte da estrutura foi levada pela força das águas. Dos mais de 200 degraus, pelo menos a metade está solta ou jogada para as laterais, o que obriga os turistas a descerem por dentro do mato, sem qualquer segurança.

“A gente até viu uma placa do Governo Federal, informando que enviou recursos para melhorar a infraestrutura do local, mas não vimos nada de novo sendo feito. Tudo está muito abandonado, a estrada continua ruim, o acesso a cachoeira é muito perigoso. Não é aconselhável arriscar descer com pessoas idosas ou crianças porque o risco de se machucar é muito grande. É um descaso total”, escreveu um denunciante nas redes sociais.

A segunda cachoeira mais visitada e com acesso, teoricamente fácil, a Do Barata, também requer muito cuidado e atenção no trajeto de carro até a entrada da cachoeira. A estrada de piçarra está com muitas crateras e, ao se aproximar do local, é necessário muita atenção para o carro não deslizar pelas laterais e cair nos barrancos. Não há proteção.

Da Redação.

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