O ex-senador Romero Jucá sugeriu ao MDB Nacional que o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) não sofra redução durante a crise do coronavírus. O pedido deve ser transformado numa proposta para ser avaliada nos próximos dias pelo Congresso Nacional.

No programa Linha de Frente, desse domingo (22), da Rádio 93 FM, Jucá destacou que a pandemia da Covi-19 afetou a economia e, por isso, manifestou preocupação com as finanças dos municípios.

“Eu apresentei uma proposta que o MDB deve colocar em discussão para evitar redução no repasse. A gente sabe que diante do enfrentamento ao coronavírus a economia será afetada, vai haver redução na arrecadação dos impostos, que compõem a base dos repasses federais. É importante evitar a falência dos municípios”, avaliou.

Ontem, prefeitos dos municípios de Roraima demonstraram temor quando à queda na arrecadação de impostos. Isso de dá devido à baixa procura por serviços, decorrente da pandemia da nova doença. Algumas cidades avaliam demitir funcionários, para diminuir os custos com folha de pagamento.

FRONTEIRA

Jucá também reforçou a cobrança pelo fechamento definitivo das fronteiras com a Venezuela e a Guiana. Segundo ele, não há motivos para comemorar quando a população de Roraima ainda está exposta ao risco de contaminação.

O mesmo apelo foi endossado pelo prefeito do município de Bonfim, Joner Chagas. Também por telefone ele denunciou que a determinação de fechamento parcial não impede a passagem de pessoas que trabalham ou residem na Guiana.

“Esse trânsito continua. Por isso, fizemos um documento ao governador para que ele solicite o fechamento completo da fronteira, com exceção da passagem de cargas, além de suspender os serviços de transporte intermunicipal de passageiros, nos ônibus, vans e táxis. São medidas necessárias para evitar a contaminação das pessoas”, afirmou o gestor.

SAÚDE

Ainda durante entrevista, Jucá comentou a denúncia de que o governo estadual já tinha conhecimento sobre os casos confirmados, porém, não noticiou. Ele pediu ainda respeito e apoio aos profissionais de saúde, tendo em vista as condições precárias do setor, que interferem no atendimento aos pacientes.

“Essa denúncia de que o governador já tinha conhecimento dos casos positivos e não comunicou é grave. A Prefeitura fez a parte dela. Assim, que tomou conhecimento, a prefeita Teresa fez o anúncio para a população e também um novo reforço das medidas preventivas. Isso é agir pensando na população”.

Responsável por liberar os recursos aplicados na construção do Bloco E do Hospital Geral de Roraima (HGR), Jucá voltou a pedir a entrega do prédio para ampliar os leitos de UTI e garantir que o estado tenha uma condição no atendimento aos pacientes infectados.

Ele disse ainda que a Organização Mundial da Saúde (OMS) deve ser pressionada no sentido de garantir o atendimento integral aos venezuelanos dentro da própria Venezuela.

“Roraima não tem condições de receber pacientes de outros países. Não temo UTI para atender mais ninguém. O anexo já deveria estar funcionando, assim como o Hospital das Clínicas também deveria estar equipado com UTI para receber doentes. O governo demorou a tomar providências”, afirmou.

O ex-senador concluiu a participação reforçando o apelo pelas medidas de prevenção e pedindo calma aos roraimenses.

“Vamos ficar em casa, seguir as orientações de prevenção e não estocar alimentos para que não falte nos supermercados. O momento não é de pânico, mas de agir com responsabilidade e com consciência”.

Informações: Roraima em Tempo – foto: Comunicação/MDB

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