Flávio Bezerra: “O governador divulga nos meios de comunicação informando que o pagamento seria 12 e 13, mas ao mesmo tempo não diz quem vai receber no dia 12 e quem vai receber no dia 13”

Os servidores da Educação não estão satisfeitos com a data de pagamento do salário da categoria anunciada pelo governo do Estado, conforme informou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Roraima (Sinter), Flávio Bezerra. Segundo ele, a proposta do Executivo é de que os vencimentos sejam creditados no dia 13 do mês subsequente.

Uma assembleia geral aconteceu na manhã de sábado (26), na sede do Sinter, para discutir a data colocada pelo governo. Durante a reunião, a categoria ressaltou não concordar com dia de pagamento e reivindicam receber em data acordada em termo com o governo.

O presidente do Sinter disse que participou de reunião recentemente no Palácio Senador Hélio Campos com governador Antonio Denarium (PSL) e presidente de outros sindicados. Bezerra lembrou que o chefe do Executivo apresentou as dificuldades enfrentadas pelo Estado na Educação, Saúde e Segurança.

“Disse que estaria enviando um orçamento com alguns cortes e pediu apoio dos sindicatos e da sociedade em geral para que pudesse apoiá-lo nessa ideia de redução, inclusive, de repasse aos Poderes. Nós fizemos algumas colocações quanto ao funcionamento do serviço público, à preocupação do corte das gratificações e também nos colocamos à disposição para eventuais dúvidas”, comentou.

Bezerra frisou que foi feito a reclamação quanto ao calendário de pagamento e que a data fosse publicada de forma oficial, além de não haver atraso de pagamento. O sindicalista destacou que Denarium não disse qual data seria escolhida para pagar as remunerações, mas se comprometeu em divulgar de forma oficial, após analisar a situação com o titular da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), general Eduardo Pazuello.

“Quando foi no final da tarde [do dia da reunião], ele [governador] publica uma nota, acho que depois de conversar com os secretários, divulga nos meios de comunicação informando que o pagamento seria 12 e 13, mas ao mesmo tempo não diz quem vai receber no dia 12 e quem vai receber no dia 13.”

 

No caso específico da educação, Bezerra afirmou que há um termo de assentada celebrado entre o governo e o Sinter, tendo como testemunha os representantes da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) e do Tribunal de Contas, no qual o Estado se compromete em pagar os servidores dentro do mês trabalhado ou, no máximo, no 1° dia útil do mês subsequente.

“Nós estamos indo aos órgãos competentes. Também voltando ao governo e solicitando que haja continuidade do cumprimento do acordo de greve”, informou, ao acrescentar que o sindicato se prepara para assegurar o direito dos trabalhadores da Educação.

Pelo fato de o pagamento da categoria ser feito com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), o sindicalista diz não haver razões para que o Estado queira pagar no dia 12 ou 13.

“Caso o governo não cumpra o termo de assentada, nós teremos um ato sexta-feira (1°). Se o pagamento não cair até o meio dia, na segunda (4) nós daremos continuidade ao ato a partir das 8h30 da manhã”, informou.

Com informações de: Roraima em Tempo