Um vídeo enviado à reportagem e publicado em redes sociais mostra uma mulher sendo orientada pelo delegado-geral da Polícia Civil de Roraima, Hebert de Amorim, a manusear uma arma de fogo. Apesar de ter se tornado público nesta segunda-feira (3), o vídeo é antigo.

O caso ocorreu em um sítio no interior do estado, onde o delegado estava com a esposa. Nas imagens, gravadas à beira de um rio, é possível perceber que a mulher tem dificuldades para fazer o disparo. Ao fundo da gravação, Herbet Amorim a ensina como deve proceder.

Pera, põe a mão lá. Põe o dedo no gatilho. Leva e vai até o final agora. Vai puxando devagarzinho”, orienta o atual delegado-geral da instituição. O vídeo tem menos de 30 segundos. Fontes do jornal garantem ainda que a voz na filmagem é do delegado Herbert.

Depois dos conselhos do oficial, ela consegue fazer o disparo e comemora. Contudo, em seguida, é repreendida pelo policial, por continuar com o dedo no gatilho da arma. “Acertou! Ó… Cuidado! Tira o dedo do gatilho, tira o dedo do gatilho!”, grita. Na sequência, o vídeo é interrompido.

Uma gravação de tela revela também que as imagens foram postadas no status de um aplicativo de mensagens instantâneas do próprio delegado, mas posteriormente foram apagadas. Não é possível visualizar a data da publicação. Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que a arma se trata de uma pistola .40 ou .45

ASSOCIAÇÃO

Depois de o vídeo ser publicado nas redes sociais, a Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado de Roraima (Adepol) repudiou o que classificou como “atos desrespeitosos” que têm sido praticados contra o delegado-geral.

“Herbert conta com maciço apoio da classe dos delegados de polícia em sua função de gestor institucional. Os ataques contra a sua pessoa, que ocorrem quase sempre de forma anônima, afrontam a dignidade de toda a classe e atrapalham a busca por soluções para pleitos de todos os Policiais Civis”, cita trecho de nota à imprensa.

De acordo com a Adepol, a livre manifestação de pensamento é direito assegurado pela Constituição, mas vedado o anonimato, principalmente, como escudo para proteção de infratores que praticam crimes contra a honra das pessoas.

“A classe dos delegados de polícia repudia veementemente essas formas de ataques covardes, que prejudicam o necessário diálogo na composição dos distintos e legítimos interesses das diversas carreiras policiais civis”, encerrou.

Informações: Roraima em Tempo – Foto: Reprodução