Roraima registrou PIB acima da média nacional

424
Os dados foram divulgados pelo secretário de Planejamento, Marcos Jorge (foto: Washington Costa)
Os dados foram divulgados pelo secretário de Planejamento, Marcos Jorge (foto: Washington Costa)

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil foi de R$ 6,6 trilhões, segundo registro de dados da pesquisa de Contas Regionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira, 14, pela Secretaria de Planejamento de Roraima.

A maior parte foi concentrada na Região Sudeste, representando 52,9% de todo o PIB brasileiro. Na contramão, a Região Norte representou apenas 5,6% da economia do Brasil. No entanto, mesmo tendo a menor economia brasileira, um dos estados nortistas conseguiu apresentar um crescimento real acima da média nacional: Roraima.

A média nacional foi de 1,3%, enquanto que em Roraima foi de 2,4%. O crescimento no Estado, entretanto, foi inferior à média da Região Norte, que cresceu 3,8% em 2017. O aumento é explicado pelo bom desempenho apresentado nos estados de Rondônia (5,4%) e Amazonas (5,2%).

Dentre as unidades da federação, Roraima continua figurando na 27º posição, agregando R$ 12 bilhões, o que representa 0,2% do PIB do Brasil e 3,3% da Região Norte. Mas isso pode mudar. Nos últimos quatro anos, o PIB de Roraima vem diminuindo a diferença em relação ao Acre (26º) e o Amapá (25º), que apresentaram PIB de R$ 14bi e R$ 15 bi, respectivamente.

A administração pública continua sendo a atividade que mais agrega valor ao PIB de Roraima, com participação de 49,5% da economia do Estado, o maior valor dentre as unidades da federação, que em média têm participação de 17,7%. Conforme a pesquisa, 2017 foi o terceiro aumento seguido na participação do setor público e o maior percentual dos últimos cinco anos, apresentando crescimento real de 2,3%.

O secretário de Planejamento e Desenvolvimento, Marcos Jorge, pontuou que ao observar os números na comparação com o do ano anterior, é possível verificar a tendência de aumento da participação no PIB da administração pública. O que, segundo ele, é preocupante.

“Todo o trabalho que tem sido orientado e feito é no sentido inverso. Com um olhar voltado para estimular o mercado, na intenção de aumentar a participação no PIB de setores como comércio, serviços e indústria. O intuito é ter uma menor dependência da administração pública na composição do PIB do Estado de Roraima. E esse é um trabalho que nós vamos continuar fazendo e que com certeza nos próximos anos será possível a constatação por parte do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística]”.

Para o economista Fábio Martinez, o crescimento do PIB reflete o crescimento da economia de Roraima, uma vez que apresenta, já tirada a inflação, quanto as atividades econômicas, como um todo, evoluíram. “Observamos que o setor de serviço (+4,6%) e agropecuária (+15) tiveram resultados positivos naquele ano, enquanto a indústria, contudo, teve uma reflação (-2,8%)”, apontou.

Individualmente falando, as cinco atividades econômicas que apresentaram os maiores crescimentos reais no Estado foram: comércio de madeira, material elétrico e de construção, com aumento de 44,1%; cultivo de soja, com 42,1%; silvicultura e extração vegetal, com 31%; atividades imobiliárias, com 29,4%; e serviços de água e esgoto, com elevação de 26,9%.

PER CAPTA – Em relação ao PIB per capita, que mede a razão entre o valor do PIB dividido pela população residente, Roraima apresentou indicador de R$ 23.158, sendo o 2º maior da Região Norte, atrás apenas de Rondônia (R$ 24.093), e o 12º do Brasil.

Informações: Folha de Boa Vista