Denominado de “Agosto Dourado”, o oitavo mês do ano é todo dedicado à intensificação das ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. Em Boa Vista, o programa Família que Acolhe é uma política pública voltada ao desenvolvimento da primeira infância, que incentiva e reforça que amamentar é essencial para fortalecer o vínculo afetivo entre mãe e filho, além do leite ser o alimento mais completo para o bebê.

Aproximadamente 17 mil mães já passaram pela Universidade do Bebê desde 2013. A UBB é uma das atividades do Família que Acolhe. É como uma escola de pais que traz importantes orientações sobre o período da gestação até a criança completar 2 ou 3 anos.

Um tema bastante difundido nas aulas é o aleitamento materno, que deve ser exclusivo até os seis meses de idade do bebê e com os demais alimentos até os dois anos. Para Valéria Reinbold, enfermeira do FQA e coordenadora da UBB, o leite materno é essencial para o desenvolvimento infantil, sustentável, econômico e social.

“Esse alimento vale ouro para os nossos bebês e nossas crianças. Sendo o Família que Acolhe um programa de desenvolvimento da Primeira Infância, aqui damos apoio para as beneficiárias, porque sabemos que o leite materno é o principal e o melhor alimento para as crianças até dois anos. Temos a preocupação de levar essa informação para as beneficiárias, principalmente, para aquelas que são mães de primeira viagem ou que não conseguiram amamentar o primeiro filho”, ressaltou.

Também são repassadas às mães dicas importantes como a posição correta do bebê no colo durante a amamentação, a melhor forma que o bebê deve pegar a mama para evitar feridas nos mamilos. Quanto mais a criança sugar, mais leite será produzido, a alimentação balanceada influi na produção. O ambiente deve ser tranquilo e confortável, pois o momento é especial para mãe e filho.

A beneficiária Katiana Magalhães, 34, não pôde amamentar o primeiro filho porque nasceu prematuro. Segundo ela, o bebê perderia peso facilmente sendo amamentado normalmente, então ele recebeu o alimento pelo copinho. Já com o pequeno Heitor Pantoja, de 4 meses, ela está aproveitando a oportunidade e pretende amamentá-lo até os dois anos.

“É uma experiência muito boa, depois de 11 anos ter outro filho, é tudo diferente, volta do zero, tem que aprender tudo de novo. Dar o peito para ele [Heitor] é a melhor coisa que tem, não fica doentinho facilmente e sei que é muito importante para mim e para ele”, disse.

Já a jovem Natália dos Santos, 26, é mãe de primeira viagem do pequeno Murilo Santiago, de um mês. Para ela, o FQA tem sido seu grande apoio, em especial nessa fase da amamentação.

“O FQA me ajudou muito porque eu ficava perdida, tinha dúvidas sobre várias coisas e o programa nos ajuda e tira um pouco da nossa insegurança, principalmente na questão da amamentação. De tudo um pouco a gente aprende. É muito importante na fase da gravidez até depois que [a criança] nasce. Estou colocando em prática várias coisas que aprendi lá, como amamentar, a posição da criança, como ela deve pegar”, disse.

Leite materno, o alimento mais completo que existe

O leite materno é um alimento completo, que consegue suprir todas as necessidades dos bebês do nascimento até os seis meses de vida. Além de uma forma de carinho da mãe para o bebê, o aleitamento proporciona todas as proteínas, açúcar, gordura, vitaminas e água que o recém-nascido necessita para ser saudável. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a amamentação salva, todos os anos, mais de 820 mil crianças de até dois anos.