Condenado pelo crime de improbidade administrativa em 2019, o presidente da Fundação de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh) Glicério Marcos Fernandes Pereira tanto permanece no cargo, como mantém a esposa, Luana Tabaldi no órgão com um salário de R$ 24 mil.
Conforme apurado pelo Roraima em Tempo, Luana ocupa o cargo de diretora de Pesquisa, Tecnologia e Gestão na Femarh desde janeiro de 2022.
No entanto, informações do próprio portal do Governo, apontam que ela começou a trabalhar na fundação no setor de Divisão de Monitoramento e Controle Ambiental.
Relembre
Glicério se aproveitou da falsificação de dados no sistema eletrônico referente as informações de créditos de habitação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e cometeu o crime de peculato. Ainda conforme o documento, na época, ele era sócio e administrador da empresa Êxito Empreendimentos LTDA.
Contudo, a defesa de Glicério antes de pedir pela absorção no caso, sugeriu a pena mínima. No entanto, a Justiça ressaltou que contra Glicério, ‘pesou’ o fato de que ele se apropriou do dinheiro público.
Irregularidades
A decisão citava uma série de irregularidades, conforme apurado pelo Ministério Público Federal (MPF). O órgão apresentou a denúncia à Justiça. Além disso, havia indícios de que a empresa foi a responsável pela elaboração do projeto básico em uma licitação, conduta vedada pela Lei. Assim, as investigações apontaram que houve um possível esquema entre os envolvidos para desvio de recursos públicos.
O pagamento de seis parcelas foram feitos de forma integral à empresa de Glicério. No entanto, sem a comprovação de que os serviços foram totalmente executados. Do mesmo modo, a firma também deixou de apresentar relatórios mensais das atividades. Assim, deixou de cumprir a uma cláusula do contrato.
Glicério chegou a afirmar que realizou o serviço por completo. Mas, segundo a Justiça, as provas não foram suficientes.
“A valer que a contração de empresa Êxito Empreendimentos LTDA se deu com escopo de favorecê-la, de modo a facilitar a prática do delito tendo em vista que esta já era a empresa responsável pelos serviços atinentes a outros convênios celebrados pelo Incra”, cita trecho do documento.
Fonte: Da Redação