Chanceler alemã, Angela Merkel, visita o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, em Oswiecim, na Polônia, ao lado do premiê polonês, Mateusz Morawiecki (2º à direita), e pelo diretor do Museu Estatal de Auschwitz-Birkenau, Piotr Cywinski (à esquerda) — Foto: Janek Skarzynski / AFP

A chanceler alemã, Angela Merkel, fez nesta sexta-feira (6) a sua primeira visita ao campo de extermínio nazista de Auschwitz, símbolo do Holocausto, em 14 anos como chefe de Governo.

Sua visita é a primeira de um chanceler da Alemanha desde 1995 e coincide com o aumento do antissemitismo e o avanço da extrema-direita em seu país.

Merkel não se furtou de admitir a responsabilidade da Alemanha por suas atrocidades na Segunda Guerra Mundial, mas sua visita mostra que ela segue os passos de chanceleres anteriores ao comparecer às instalações antes do final de seu mandato.

De acordo com o museu, a chanceler anunciará uma doação de 60 milhões de euros para a conservação das instalações do local onde funcionou o maior campo de extermínio nazista e onde morreram mais de um milhão de pessoas na época da ocupação alemã. Com esse investimento, a Alemanha se consolidará como a maior doadora da fundação.

Metade da verba vem do governo federal da Alemanha e metade de governos regionais, segundo a Reuters.

Mais de 3 milhões dos 3,2 milhões de judeus poloneses foram mortos pelos nazistas. Esse número equivale a cerca de metade dos judeus dizimados no Holocausto.

Informações: G1