Estados Unidos declaram apoio Juan Guaidó na resistência contra Maduro

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Mike Pence, vice-presidente dos EUA: “Maduro é um ditador em direito legítimo de poder. Nunca venceu a Presidência em uma eleição livre e justa” (foto: Alex Wong/Getty Images/AFP)
Mike Pence, vice-presidente dos EUA: “Maduro é um ditador em direito legítimo de poder. Nunca venceu a Presidência em uma eleição livre e justa” (foto: Alex Wong/Getty Images/AFP)

Em mais um capítulo do imbróglio envolvendo o governo da Venezuela, os Estados Unidos declararam apoio ao presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, reconhecido como legítimo governante daquele país. O anúncio foi dado nesta terça-feira, 22, pelo vice-presidente Mike Pence.

Em sua declaração, Pence engrossou o coro de rejeição a Nicolás Maduro, chamando-o de “usurpador”. O apoio dos Estados Unidos veio em um dia de intensos protestos em Caracas, capital venezuelana, em que milhares de pessoas pedem a renúncia do atual presidente, recém-eleito para um mandato questionável até 2025.

“Nicolás Maduro é um ditador em direito legítimo de poder. Nunca venceu a Presidência em uma eleição livre e justa. E tem mantido seu controle de poder encarcerando qualquer um que se atrever a opor-se a ele. Nos unimos a todas as nações que amam a liberdade para reconhecer a sua Assembleia Nacional como a última instância de democracia em seu país, já que é o único órgão eleito por vocês, o povo”, disse o vice-presidente.

Pence ressaltou ainda: “Como tal, os Estados Unidos da América apoia a valente decisão de Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, de defender os poderes constitucionais desse organismo, declarando Maduro como um usurpador e pedir o estabelecimento de um governo de transição”.

Juan Guaidó é tido como presidente legítimo da Venezuela

Guaidó, de 35 anos, assumiu no início de janeiro a presidência da Assembleia Nacional, o último órgão estatal sob controle da oposição ao governo Nicolás Maduro. Ele declarou-se presidente legítimo da Venezuela. No entanto, o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela declarou inválida a junta parlamentar da Assembleia Nacional, presidida por ele.

Da redação